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5 de outubro de 2018A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, entrou nesta quarta-feira, 3, com um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender uma ação penal que tramita na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e apura a compra de terreno para o Instituto Lula. O pedido será analisado pelo ministro Felix Fischer.
A defesa de Lula questiona a integridade e autenticidade de documentos extraídos dos sistemas da empreiteira Drousys e MyWebDay, utilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como o departamento de propina da empreiteira. Os advogados do ex-presidente querem o direito de produzir prova para contestar as acusações.
Ao recorrer ao STJ, a defesa de Lula também pede um laudo complementar sobre os documentos entregues pela Odebrecht ou a realização de depoimento dos peritos que fizeram a perícia.
\”Segundo informações constantes do próprio laudo da Polícia Federal, há nas mídias examinadas, arquivos corrompidos, outros que foram inseridos a posteriori, adulterações e, ainda, evidências de dados deliberadamente destruídos\”, aponta a defesa de Lula.
Para os advogados do ex-presidente, o Ministério Público Federal teve \”acesso unilateral\” à cópia do sistema Drousys, o que resultou em uma \”disparidade de armas\” no processo, já que a acusação poderia \”pinçar\” documentos de seu interesse, \”sem a possibilidade de a defesa do paciente exercer o contraditório\”.
