Influenza A (H1N1) has killed 133 in southern Brazil
24 de julho de 2012Central Banks Search Toolbox for Ideas as Growth Slows
26 de julho de 2012O professor Barry Eichengreen, da Universidade de Califórnia, disse hoje (24) que os europeus estão discutindo se querem continuar com a integração monetária. Eichengreen participou do encerramento do seminário O Brasil e o Mundo em 2022, evento que fez parte das comemorações dos 60 anos do BNDES.
“Eles estão mais inclinados a andar para trás do que para a frente, depois de 50 anos de integração regional. Agora, será que podemos pensar em escala global ou devemos nacionalizar algumas áreas? O que é difícil são os detalhes e se a intervenção estatal pode ser uma coisa boa”, disse Eichengreen.
Também no encerramento do seminário, o professor colombiano José Antônio Ocampo, ex-secretário da ONU para assuntos econômicos e sociais e ex-ministro das Finanças da Colômbia, disse que o mundo precisa de regras globais mais rigorosas e fortes para enfrentar o atual estado de globalização e da crise financeira.
“É importante discutir como desfazer o mercado comum de finanças, já que o euro não conseguiu integrar os mercados financeiros da Europa. Os países industriais têm problemas e nós temos uma chance verdadeira agora, em que os mercados emergentes vão se tornar a fonte do crescimento”.
Ocampo defendeu, ainda, um acordo sobre mudanças climáticas, que precisa ser pensado para os próximos dez anos, com regras globais rígidas.
China – O chinês Fan Gang, diretor do Instituto Chinês de Pesquisas Econômicas, disse que não vê a China como uma superpotência e que seu país não está na posição de ensinar nada para o Brasil em termos de desenvolvimento.
“A China tem muito chão pela frente. Não passamos por muita coisa ainda na transição social e política, muita coisa que o Brasil já passou. A vantagem de chegar depois é que podemos aprender todas as lições com os países mais avançados”, disse.
Gang disse que, a princípio, não acreditava na formação do bloco Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), pela falta de unidade entre esses países, mas, agora, percebe a importância da união dos países emergentes para coordenar suas posições nos mercados globais, fazendo o sistema refletir essa nova realidade, com os mercados emergentes ganhando um novo papel na economia global.
“Quebramos o centro e o mundo realmente está mudando. Eu diria que a China tem sorte de ser parte dessa nova tendência de mercados emergentes e os Brics possam tomar vantagem disso tudo”.
