Hopes for eurozone deal boost stocks
19 de outubro de 2011Brazil stocks up, eyeing euro zone deal next week
21 de outubro de 2011A arrecadação federal cresceu em ritmo menor, mas voltou a bater
recorde em setembro. Segundo dados divulgados hoje (19) pela Receita
Federal, a arrecadação somou R$ 75,102 bilhões no mês passado,
crescimento de 7,52% em relação ao mesmo mês de 2010, descontada a
inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O
valor é o maior registrado para o mês.
No acumulado de 2011, a União arrecadou R$ 717,568 bilhões, alta de
12,63% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado também
descontado o IPCA. Nos oito primeiros meses de 2011, o crescimento real
acumulado ficou em 13,26%.
De acordo com a Receita Federal, o aumento da produção, da massa
salarial e da lucratividade foram os principais fatores que contribuíram
para a alta na arrecadação em 2011. A venda de bens e serviços, que
impulsiona a receita dos tributos ligados ao faturamento, aumentou
12,24%, de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2010.
E a massa salarial, que influencia a arrecadação do Imposto de Renda e
das contribuições para a Previdência Social, subiu 15,84% nos nove
primeiros meses do ano. Mesmo com a economia se expandindo em ritmo
menor, esses indicadores continuam crescendo.
Outros fatores, no entanto, estão influenciando o caixa do governo
federal e compensando eventuais desacelerações do crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB). A arrecadação do parcelamento especial de dívidas
com a União, chamado de Refis da Crise, somou R$ 2 bilhões apenas em
setembro, contra R$ 1,850 bilhão em agosto. No acumulado de 2011, o
parcelamento extraordinário somou R$ 16,2 bilhões.
As altas do dólar e das importações também influenciaram a arrecadação
em 2011. De acordo com a Receita, houve elevação de 28,12% do valor em
dólar das compras do exterior neste ano. Isso se refletiu em alta real,
considerando o IPCA, de 17,55% do Imposto de Importação, nos nove
primeiros meses de 2011, e de 11,36% do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), vinculado às importações.
O reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações
de crédito da pessoa física e nas operações de câmbio também interferiu
na arrecadação em 2011. A arrecadação do imposto cresceu 16,13% no
acumulado do ano, também descontado o IPCA.
