Após oito meses, BC volta a comprar dólar
6 de maio de 2009A sedução da renda imobiliária
12 de maio de 2009A situação de países emergentes está “menos pior” na área de financiamento externo, pelas indicações discutidas ontem entre os principais bancos centrais do bloco, em uma reunião no Banco para Compensações Internacionais.
Segundo autoridade monetária, houve melhora na margem, mas a situação ainda é difícil. Para o Deutsche Bank, os recursos adicionais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de outras organizações globais reduziram os riscos de crise sistêmica nos emergentes. Na avaliação do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, em inglês), apesar de melhorias na rolagem de dívida, as necessidades de refinanciamento vão continuar elevadas nos próximos anos, principalmente na Ásia e na Europa.
Para emergentes da Europa, a necessidade de rolagem este ano equivale a mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) da região, comparado a cerca de 7% na América Latina. Nas três regiões, a maior parte da rolagem vem de empresas privadas em 2009 e 2012.
Dados do mercado mostram que até o começo deste mês empresas e governos do bloco fizeram US$ 37 bilhões de emissões internacionais de bônus, depois da quase paralisia no fim do ano passado. A rolagem de financiamento externo melhorou para “os países-chave” ajudada por injeções de liquidez dos bancos centrais.
No Brasil, 60% da rolagem dos compromisso externos de empresas e bancos foi feita diretamente pelos bancos internacionais, comparado a 20% em dezembro. Quase todo o resto é rolado com o financiamento do Banco Central.
Com a menor aversão ao risco, em abril houve fluxo líquido positivo de capital para fundos de ações de emergentes e saída em fundos dos Estados Unidos. O fluxo para fundos de ações de emergentes chegou a US$ 7,2 bilhões em abril , o maior volume em um ano. Fundos concentrados em América Latina receberam fluxo líquido de US$ 1,1 bilhão, e, na Ásia, de US$ 3,3 bilhões. Investidores buscam emergentes em razão de melhor perspectiva de crescimento, mas analistas são prudentes.
Basta ver os dados mais recentes do BIS sobre a atividade dos bancos internacionais. No caso do Brasil, os bancos reduziram em US$ 35 bilhões sua exposição ao país em 2008, num corte de 11,4%, e isso ocorreu sobretudo no ultimo trimestre do ano. A exposição dos bancos estrangeiros no país, com crédito em moeda local e estrangeira, caiu para US$ 272 bilhões em 2008, depois de ter fechado com US$ 307 bilhões no ano anterior, quando tinha crescido 42%.
No total, a retração dos bancos internacionais junto aos emergentes foi de US$ 445 bilhões, ou 10%, metade em moeda local e a outra em moeda estrangeira. A exposição baixou para US$ 4 trilhões. Globalmente, os bancos diminuíram seus créditos internacionais em US$ 6 trilhões, ou 16,5%, baixando para US$ 31 trilhões.
