Proposals to limit trading of fish rejected at global conference
26 de março de 2010China, Brazil to Share Satellite Data, Brazilian Official Says
31 de março de 2010Interpol tem 325 brasileiros na lista de sua sofisticada rede de cooperação internacional
No mundo globalizado, a cooperação entre as polícias internacionais tornou-se uma das armas mais letais de combate ao crime, e a Interpol se sofistica nessa direção. A organização hoje conta com 188 países-membros, dentre os quais o Brasil, e tem uma rede de troca de informações conhecida pelo código I-24/7 (Interpol 24 horas/7 dias por semana), que se ramifica em difusões. Ao todo são cinco, cada qual de uma cor em razão do tipo de informação que dissemina. A estrela da companhia é a Difusão Vermelha, que prevê a prisão de foragido internacional para fins de extradição e cuja lista integra 98 mil nomes. Desses, 325 são procurados pela Justiça brasileira. Alguns famosos, como o deputado Paulo Maluf (PPSP) e seu filho Flávio, as mais novas aquisições da vertente tupiniquim na Difusão Vermelha, ou o banqueiro Salvatore Cacciola, que foi capturado em 2005 graças a esse recurso. Outros são ilustres anônimos, como Antonio Elso Clem e José Paulo Vieira de Mello. O primeiro, procurado pela Justiça da República Dominicana e acusado de fazer parte de uma quadrilha que fraudava o sistema de concessão de vistos para trabalho temporário nos EUA e, o segundo, o gaúcho Vieira de Mello, conhecido como Paulo Seco ou Dois Patinhos, um dos maiores traficantes de cocaína do Sul do País.
Na maioria dos países o simples fato de o indivíduo constar na lista da Difusão Vermelha é motivo suficiente para seu acautelamento, enquanto as autoridades do país que expediu o alerta são consultadas. Em Portugal, o sujeito fica preso durante 48 horas e na Inglaterra, por cinco dias, até que o Estado que requereu a prisão diga se tem interesse na extradição, explica o diretor da Interpol, delegado José Botelho. Mas no Brasil não é assim. Aqui, o suspeito ou criminoso só pode ser preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) após longo trâmite burocrático. O Brasil também é acusado de cooperar pouco. Mas há quem batalhe para mudar esse perfil. É o caso do corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilson Dipp, que no início do ano determinou que ao expedirem mandados de prisão, os juízes comuniquem à Polícia Federal para inclusão do foragido na Difusão Vermelha. Graças ao sistema da Interpol, no ano passado foram feitas 25 extradições. Além da Vermelha, as demais difusões são a Amarela, Azul, Preta, Verde e Laranja. A primeira é usada para ajudar a localizar desaparecidos, normalmente menores de idade. A Azul serve para coletar informações adicionais a respeito da identidade ou possíveis atividades criminais de alguém. Já a Preta busca informações a respeito de corpos não identificados e a Verde fornece avisos sobre pessoas que cometeram crimes e têm tendência a repeti-los em outros países, como os pedófilos. Por fim, a Laranja denuncia possíveis ameaças de armas disfarçadas, bombas ou outros materiais perigosos.
