Brics oficializa criação de banco na China
16 de julho de 2014Grampo revela que PCC tem um pé na política
18 de julho de 2014O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 11% ao ano, conforme as expectativas do mercado.
Esta foi a segunda manutenção seguida da Selic após a interrupção, em maio, do ciclo de alta, que durou 13 meses.
Ao fim do encontro, o BC divulgou o seguinte comunicado: “Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, manter a taxa Selic em 11,00% ao ano, sem viés”.
Ao manter a Selic no mesmo patamar, o BC sinaliza que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O Banco Central tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.
O BC persegue a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta é 4,5% ao ano, com limite superior em 6,5%. A projeção do mercado financeiro aponta a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), bem próxima desse teto (6,48%). Na próxima quinta-feira, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.
Quando a presidente Dilma Rousseff tomou posse, em janeiro de 2011, os juros básicos estavam em 10,75% ao ano e foram gradualmente reajustados para baixo nos meses seguintes. Em agosto do mesmo ano, a taxa passou a ser reduzida sucessivamente pelo Copom até atingir 7,25% ao ano em outubro de 2012, o menor patamar da história. A Selic foi mantida nesse nível até abril de 2013, quando o Copom iniciou um novo ciclo de alta nos juros básicos para conter a inflação.
