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26 de junho de 2013Uma forte concentração de vencimentos de títulos vinculados à inflação fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em maio. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 1,935 trilhão, com queda de 0,26% (R$ 5 bilhões) em relação ao estoque registrado em abril.
A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna caiu 0,6%, passando de R$ 1,852 trilhões em abril para R$ 1,841 trilhão em maio. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 27,84 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Esse resgate, no entanto, foi parcialmente compensado pelo reconhecimento de R$ 16,66 bilhões em juros. O reconhecimento ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.
A queda na DPF só não foi maior por causa da desvalorização do real, que começou no fim de maio e pressiona o endividamento em moeda estrangeira. A dívida pública externa encerrou o mês passado em R$ 94,59 bilhões, alta de 6,85% em relação a abril, quando tinha atingido R$ 88,53 bilhões. O principal fator para essa variação, no entanto, não foi o dólar, mas a dívida em euro, cuja cotação subiu 4,98% em maio.
A queda da DPF foi influenciada pelo vencimento de títulos corrigidos pela inflação. Apenas no mês passado, R$ 57,46 bilhões em papéis do Tesouro venceram. A maior parte desse total, R$ 57,15 bilhões, correspondeu a títulos vinculados a índices de preços que costumam vencer no segundo mês de cada trimestre – fevereiro, maio, agosto e novembro.
Apesar de continuar abaixo de R$ 2 trilhões, o próprio Tesouro reconhece que a DPF voltará a subir nos próximos meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em março, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões. Em dezembro, a DPF ultrapassou pela primeira vez a barreira de R$ 2 trilhões, mas caiu nos meses seguintes.
