Cidadão que teve a identidade extraviada tem direito a receber novo número de CPF
18 de junho de 2013Editora não tem imunidade tributária do Finsocial, decide STF
20 de junho de 2013Durante evento na Câmara dos Deputados para comemorar os 25 anos do PSDB e 19 anos do Plano Real, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou seu discurso para criticar a política econômica adotada pela presidente Dilma Rousseff.
O ex-presidente disse que não se assegura a crença na democracia e não se consegue avanços concretos ao povo se não houver uma “direção econômica bem estabelecida”. “E o termômetro disso é a inflação. Quando a inflação começa a inquietar, o povo se inquieta. Ele sente que o que está montado começa a desmoronar”, avaliou, um dia após manifestantes tomarem a cúpula do Congresso Nacional na onda de protestos que tomaram conta do País.
O ex-presidente deu um conselho para sua adversária política: “A presidente tem que abrir os olhos” porque, para ele, o País vive hoje um momento de insatisfação motivado pela inflação, “pela carestia que está aí”. Indagado se Dilma vive hoje um mau momento, FHC responde: “Veja a cara dela, pela cara dela está um pouco aflita, né?”. E ofereceu outra dica, do alto dos seus 82 anos, também comemorados nesta terça: “Não se aflija, as coisas podem melhorar. Como? Trabalhando, trabalhando e corrigindo os erros.”
Fernando Henrique afirmou ainda que “uma nova geração ganha as ruas” e que é preciso prestar atenção neste movimento que faz o País “vibrar”. Apontando que hoje o dinheiro não chega “tão bem” ao bolso do brasileiro, o ex-presidente disse que o Brasil melhorou, que está “se transformando para melhor”, mas “que nós queremos mais”. Para ele, ainda é preciso “melhorar a vida do povo” nas áreas de saúde, educação e dar uma perspectiva de futuro à população. E conclamou: “Está na hora de, quem sabe, uma virada no Brasil para melhor?”.
No evento, FHC disse que seu partido fez muito pelo País e que a exposição serve para reconhecer esse papel. “Nós só queremos que a nossa parte seja reconhecida”, afirmou. De acordo com ele, se o PSDB conseguiu fazer “muitas coisas”, não as fez sozinho.
O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), afinou sua fala com a de Fernando Henrique. Para ele, foi seu partido que deu início a mudanças estruturais no Brasil, com o advento “da estabilidade econômica, com início dos programas de transferência de renda, com as privatizações essenciais à modernização da economia Brasileira e a Lei de Responsabilidade Fiscal”.
Já os avanços da gestão do ex-presidente petista Lula, segundo ele, aconteceram, “mas no leito dessas mudanças ocorridas no governo do Fernando Henrique”. “Nós, diferentemente do PT, não temos dificuldade de reconhecer méritos nos nossos adversários e o presidente Lula teve dois grandes méritos: manter a política macroeconômica herdada do governo anterior e o segundo adensado os programas de transferência de renda. Hoje há um sentimento claro de que o Brasil precisa de um novo rumo, de um novo direcionamento”, declamou o provável pré-candidato à Presidência no ano que vem.
