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24 de outubro de 2011Segunda Seção decide controvérsia sobre juros abusivos em contrato bancário
26 de outubro de 2011O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou esta semana
uma ofensiva para tentar recuperar o voto da população latina que vive
no país. A menos de um ano das eleições presidenciais, ele quer
reconquistar essa parcela do eleitorado. Obama participará de um jantar
na casa dos atores Antonio Banderas (que é espanhol) e Melanie Griffith,
em Los Angeles, com a presença de vários membros da comunidade
hispânica.
O jantar é chamado de o primeiro evento latino de arrecadação para a
campanha de Obama. A ideia do presidente é reconquistar os eleitores
latinos, que foram fundamentais na sua eleição à Casa Branca em 2008.
Mas, desde então, eles vêm reduzindo o apoio, em meio à demora na
aprovação de uma reforma nas leis de imigração e ao agravamento da crise
econômica internacional.
Pela pesquisa do Instituto Gallup, divulgada na semana passada, a
aprovação de Obama entre a população hispânica segue trajetória de queda
e está em torno de 49%, bem abaixo dos 60% registrados no início do
ano. A estimativa é que 50 milhões de pessoas integrem essa parcela do
eleitorado, ou seja, um sexto do total de habitantes dos Estados Unidos.
Anteontem (23), Obama começou por Las Vegas, em Nevada, uma viagem
de três dias pelo Oeste americano. O estado, assim como o Colorado,
também incluído no roteiro desta semana, abriga uma grande comunidade
hispânica e é considerado chave nas eleições presidenciais por não ter
preferência clara por nenhum partido, alternando vitórias de democratas e
republicanos.
Em Las Vegas, o presidente vai anunciar medidas para ajudar
proprietários a refinanciarem suas hipotecas, evitando a perda em
decorrência de dívidas. Paralelamente, na tentativa de levantar dinheiro
para sua campanha, Obama lança o mote “Nós Não Podemos Esperar”,
criticando a obstrução do Congresso a seu plano de geração de empregos,
no valor de US$ 447 bilhões (cerca de R$ 784 bilhões).
Segundo os críticos, Obama demonstra mais preocupação em fazer
campanha do que em cumprir suas tarefas como presidente e resolver o
problema dos 14 milhões de americanos que estão sem emprego. O alto
nível de desemprego é considerado um dos motivos da queda do apoio da
população latina a Obama, já que nessa parcela da população a taxa
supera 11%, acima da média nacional de 9,1%.
Obama enfrenta ainda críticas pela forma como conduz a política de
imigração no país. Apesar de ter prometido promover uma grande reforma
nas leis nacionais de imigração em seu primeiro ano na Casa Branca, ele
não conseguiu superar a oposição republicana, e o problema permanece sem
solução.
Dados oficiais mostram que as deportações de imigrantes ilegais
chegaram a um recorde durante seu governo – apenas no ano fiscal
encerrado no mês passado quase 400 mil pessoas foram obrigadas a deixar o
país.
No entanto, segundo analistas, mesmo com a aparente decepção com
Obama, ainda não há um movimento claro da população latina em apoio aos
pré-candidatos do Partido Republicano, especialmente diante do fato de
que muitos desses candidatos têm usado a defesa de maior rigor contra os
imigrantes ilegais em suas campanhas.
