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13 de novembro de 2009Paralelamente às medidas pontuais em estudo para evitar uma queda mais acentuada do dólar, a equipe econômica trabalha para acelerar a agenda de estímulo ao investimento. A avaliação levada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que as empresas têm de aproveitar o momento, com dólar mais barato, para comprar máquinas e equipamentos necessários a uma ampla modernização do parque industrial brasileiro.
O governo quer patrocinar um novo pacote de medidas para estimular os investimentos e estuda a possibilidade de eliminar, ou pelo menos reduzir para seis meses, o prazo para que as empresas utilizem os créditos de PIS e Cofins na compra de máquinas e equipamentos.
Esse prazo, que já foi de 48 meses, está hoje em 12 meses. Se prevalecer a tese de dedução automática, a Receita Federal contabiliza perda de receita avaliada entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7 bilhões. O volume de recursos é significativo, mas a taxação do investimento é considerada pelo setor empresarial um a anomalia.
A agenda pró-investimento inclui uma nova rodada de redução dos custos de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES vai receber novo empréstimo do Tesouro para deslanchar essa agenda de investimentos.
Para a equipe do ministro Mantega, sem essa modernização não há com garantir um “choque” de competitividade às empresas, capaz de evitar uma crise cambial mais à frente, quando o Brasil receber ainda mais recursos externos com o pré-sal, a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.
Esse ganho de competitividade das empresas é necessário porque o País está importando mais com o dólar mais barato e enfrenta uma competição no mundo mais acirrada depois da crise internacional. Além do fato de que o Brasil pode perder mercado externo.
“O aumento do investimento vai garantir a transição para o real como moeda forte”, disse uma fonte da Fazenda. Segundo a fonte, o ministro e sua equipe têm mantido reuniões com lideranças empresariais para discutir essa agenda, já que o setor produtivo mantém ainda receio de voltar investir.
“Temos um trabalho também de convencimento dos empresários da importância de aproveitar esse momento”, ressaltou, destacando que o setor produtivo precisa fugir do caminho fácil de querer competitividade apenas pela “via de taxa de câmbio elevada”. Boa parte das reuniões tem ocorrido em São Paulo, onde o ministro tem despachado.
