Obama backs Brazil-Norway forest protection plan
11 de dezembro de 2009Um trilhão em impostos
15 de dezembro de 2009A União Europeia (UE) vai propor ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que considere a criação de uma taxa global sobre as transações financeiras, segundo o projeto de conclusões de uma reunião de cúpula em Bruxelas. No rascunho, os chefes de Estado e de Governo dos 27 países da UE pediram, na sexta-feira, ao FMI, para considerar uma série de opções para minimizar os riscos aos quais pode estar exposto o capital dos clientes das instituições financeiras. Entre as opções, mencionam a aplicação de uma taxa global às transações. O texto ainda precisa receber o apoio formal dos dirigentes da UE.
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o FMI deveria examinar a questão de um imposto sobre bônus de bancos. Ela afirmou ter simpatia pela ideia de restringir os bônus excessivos, mas enfatizou que a lei tributária de seu país é complexa. Merkel disse ainda que a Alemanha está pronta para contribuir com 420 milhões de euros em ajuda climática a países em desenvolvimento. Na quinta-feira, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu aos colegas europeus um reequilíbrio dos riscos e recompensas do setor financeiro, por meio de uma taxa desse tipo.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, planeja anunciar um imposto sobre bônus de bancos equivalente à taxa de 50% imposta pela Grã-Bretanha, afirmou a ministra da Economia do país, Christine Lagarde, ao jornal International Herald Tribune. A Grã-Bretanha divulgou na quarta-feira um imposto de 50% sobre bônus acima de 25 mil libras (US$ 40,6 mil). “Temos defendido isso por algum tempo e estamos satisfeitos em ver que (o primeiro-ministro britânico) Gordon Brown está adotando essa postura”, disse Christine.
Em Londres, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, voltou a alertar para os grandes desequilíbrios entre os países com fortes déficits e superávits em conta corrente, o que considerou uma ameaça para a recuperação global se não forem enfrentados. “Se você não corrigir esses desequilíbrios estruturais, então terá a receita para novos problemas e novos desafios”, disse Trichet, em Londres.
