Greek bailout boosts global markets
22 de julho de 2011Anders Breivik pode ser acusado por crimes contra humanidade, diz jornal
26 de julho de 2011Os pequenos e médios fabricantes de
refrigerantes, responsáveis por metade dos empregos diretos do setor de
bebidas, enfrentam dificuldades para se manter competitivos. Segundo a
Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), o
atual modelo de tributação nacional para o setor, principalmente a
tabela base para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), estão
prejudicando os produtores regionais e beneficiando apenas as grandes
indústrias do segmento.
“Sem mudanças, será impossível manter a
competitividade atual”, afirma o presidente da entidade, Fernando
Rodrigues Bairros. Com um faturamento de cerca de R$ 22 bilhões e uma
participação de 20% no mercado nacional, medida em vendas por litro, os
produtores regionais percebem o aumento do poder dos dois grupos que
lideram o segmento, a Coca-Cola Femsa (58%), e a AmBev (18%), que
também distribuí os produtos da PepsiCo.
Segundo Rodrigues, atualmente os
pequenos e médios sofrem com uma tributação que chega a 42%, enquanto
para as empresas enquadradas no simples fica em 12%, e para os grandes
fabricantes gira em torno dos 16%.
Até 2008, o grupo de produtos compostos
por cervejas, refrigerantes e águas minerais, as chamadas bebidas
frias, era tributado tendo por base um valor fixo por unidade
fabricada, e não um percentual do preço, com reajustes sobre os
impostos a cada quatro anos.
Mas em dezembro do mesmo ano, houve uma
mudança na tributação para uma alíquota percentual cobrada sobre uma
tabela de preços referenciais elaborada pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV), não sobre o preço dos produtos nas prateleiras para o
consumidor.
“Se a Coca-Cola aumentar o preço dos
seus produtos, por exemplo, e isso impactar na média da pesquisa da
FGV, a base de cálculo aumenta e por consequência cresce a tributação
para todos”, comenta Rodrigues de Bairros.
“A situação favorece os grandes
fabricantes que podem trabalhar a diferença nos tributos, ofertando um
preço menor, e outras vantagens aos comerciantes”, afirma.
Para o professor de Economia e Finanças
do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), Luiz Filipe
Rossi, a carga tributária infringida pelo governo brasileiro ao
empresariado é muito alta. “O efeito negativo da tributação afeta ainda
mais os pequenos e médios fabricantes, que não têm poder de capital
para buscar alternativas como instalar sua fábrica na Zona Franca de
Manaus”, diz.
