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28 de maio de 2012A estabilidade do nível de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país observada na passagem de março para abril é um resultado positivo, tendo em vista a época do ano em que isso ocorre, conformou avaliou hoje (24) o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.
De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgados hoje (24), pelo IBGE, a taxa de desemprego ficou em 6% em abril, pouco abaixo do resultado de março, 6,2%.
“O mercado responde bem à sazonalidade. No primeiro trimestre do ano, é comum haver uma dispensa forte dos trabalhadores temporários e, a partir do segundo, a tendência é de estabilidade ou de inflexão [da taxa]. A estabilidade neste momento é positiva. Pode corresponder ao início de uma trajetória de queda da taxa de desocupação se houver aumento de contratação”, analisou.
Azeredo ressaltou, no entanto, que os números não mostram que o mercado de trabalho já retomou a tendência de elevação nas contratações. “A gente percebe redução na desocupação, com uma queda de 75 mil pessoas, embora esse número não varie estatisticamente. O aumento da ocupação, no entanto, não foi suficiente para gerar a inflexão na taxa. A indústria vai ter seu momento de inflexão quando houver resposta dos investidores abrindo novos postos de trabalho, e qualquer movimento no mercado de trabalho é reflexo do que acontece no cenário econômico”, acrescentou.
A população desocupada totalizou 1,5 milhão de pessoas em abril, sem variação na comparação com o mês anterior e com o mesmo período de 2011. A população ocupada, que somou 22,7 milhões, também ficou estável na passagem de um mês para o outro, mas aumentou 1,8% em relação a abril do ano passado. Esse resultado revela um adicional de 396 mil pessoas ocupando postos de trabalho.
O gerente do IBGE destacou, ainda, que os empregos com carteira aumentaram 2,8% em um ano, mas que está sendo observada redução no ritmo de crescimento. “Embora continue crescendo, o ritmo vem se mostrando em desaceleração. Chama a atenção porque, enquanto em abril deste ano, o crescimento tenha sido de 2,8%, em relação ao mesmo período do ano passado, já tivemos elevação de até 7% em outros meses nessa mesma base de comparação”, disse.
Para Azeredo, o resultado do rendimento do trabalhador também “é resposta deste momento de indecisão do mercado”. A PME aponta queda de 1,2% na renda do trabalhador, de um mês para o outro, tendo atingido R$ 1.719,50 em abril. Mas, na comparação com igual período de 2011, foi registrada alta de 6,2%. “O primeiro mês do segundo trimestre de um ano reflete essa indecisão para saber para que lado [o mercado de trabalho] vai tender. Estamos num processo de estruturação sazonal do mercado”, acrescentou.
