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21 de fevereiro de 2017O Palácio do Planalto já monitora com preocupação a disputa travada nos bastidores entre o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o novo líder do PMDB na Casa, senador Renan Calheiros (AL).
O maior temor entre os auxiliares de Temer é que essa disputa por espaço ganhe corpo e acabe atingindo o cronograma de votações de interesse do governo, como a Reforma da Previdência.
Até agora não há divergência pública, mas alguns gestos estão distanciando Eunício de Renan, antes aliados próximos.
Nestas primeiras semanas à frente do Senado, Eunício tem deixado claro que vai impor o seu estilo na Presidência da Casa, demonstrando independência de seu antecessor, Renan.
De forma reservada, Eunício criticou o movimento de Renan e do líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), para anteceipar a sabatina de Alexandre de Moares, indicado por Temer para vaga no Supremo Tribunal Federal.
Outra divergência, desta vez diretamente com Jucá, foi com relação à PEC que livraria de investigação os presidentes do Senado e da Câmara por fatos anteriores ao mandato.
O grupo de Eunício avalia que Jucá não agiu sozinho, mas sim com o aval de Renan.
Essas divergências não ficaram apenas em encaminhamentos da pauta.
Eunício já trocou o chefe de gabinete da Presidência do Senado, que ocupou o cargo na gestão de Renan, Alberto Caiscais. O novo presidente do Senado ainda pode fazer novas mudanças nas próximas semanas.
