No EU deal on banking rules
10 de maio de 2012Spark in Sales of Cars and Trucks Drives U.S. Economy
14 de maio de 2012Apesar da crise de liquidez que vem sendo enfrentada por diversos países da União Europeia e também pelos Estados Unidos, o Brasil vive um momento de pleno emprego, não enfrenta riscos de recessão e a economia deverá voltar a crescer mais acentuadamente neste segundo semestre de 2012.
A opinião é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel. Para ele, o câmbio encontra-se em um patamar extremamente adequado para os exportadores, mas é preciso atenção para que ele não venha a exercer pressões sobre a inflação.
“Agora, é bom ressaltar, que quem cuida dessa questão [do câmbio e da possibilidade de pressões sobre os índices de inflação] é o Ministério da Fazenda, que sempre estará atento para que o câmbio não venha a impactar negativamente nos índices inflacionários. Mas eu acho que ainda não há riscos de que isto venha a ocorrer”.
As declarações de Pimentel foram dadas durante solenidade de inauguração da nova sede do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que ocorreu simultaneamente ao seminário O Inpi e o Desafio da Inovação.
Sobre o fraco desempenho da economia no primeiro semestre do ano, Pimentel ressaltou o fato de que é preciso levar em conta a conjuntura mundial ao avaliar os indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o comportamento da economia brasileira nos primeiros meses do ano.
“Eu acho que devemos considerar que o mundo está vivendo uma crise de grandes proporções e o Brasil, de alguma forma, também é afetado por isso. Mas nós estamos reagindo. Acho que o governo tomou as medidas adequadas ao crescimento, mas o problema é que, em geral essas medidas de política econômica demoram um certo tempo para causarem impacto sobre a produção – sobre a atividade industrial”, avaliou.
Pimentel disse, ainda, que o governo vem trabalhando para que o país tenha uma expansão que chegue aos 3,5% ou mais. O governo tomou medidas para facilitar o acesso ao crédito, reduziu as taxas de juros e estendeu os prazos dos financiamentos. São medidas que farão efeito sobre o mercado a partir do segundo trimestre”, disse.
