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9 de novembro de 2021O laboratório Pfizer anunciou nesta sexta-feira (5) que um teste clínico sobre seu comprimido contra a covid-19 mostrou alto índice de eficácia.
Esta é a segunda pílula anticovid anunciada, após o comprimido do laboratório americano Merck Sharp & Dohme (MSD), que na realidade é um medicamento contra gripe renomeado para combater o coronavírus.
A da Pfizer foi desenvolvida especificamente para lutar contra a covid.
O medicamento, que tem o nome Paxlovid, conseguiu reduzir em 89% o risco de hospitalização ou morte entre os pacientes adultos com covid-19 com elevado risco de desenvolver formas graves da doença, segundo a Pfizer.
Os resultados do teste clínico intermediário foram considerados tão bons que o laboratório americano informou que vai interromper o recrutamento de novas pessoas para fazer exames e enviará os dados para a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos o mais rápido possível, como parte da \”apresentação contínua\” para obter a autorização de uso de emergência.
\”A notícia de hoje é uma mudança autêntica nos esforços globais para deter a devastação desta pandemia\”, afirmou o CEO da Pfizer, Albert Bourla.
\”Estes dados sugerem que nosso candidato a antiviral oral, se aprovado ou autorizado pelas agências reguladoras, tem o potencial de salvar a vida dos pacientes, reduzir a gravidade das infecções por covid-19 e eliminar até nove em cada 10 hospitalizações\”, acrescentou.
A principal análise do teste avaliou os dados de 1.219 adultos na América do Norte, América do Sul, Europa, África e Ásia.
A Pfizer começou a desenvolver o medicamento anticovid em março de 2020, o primeiro pensado especificamente contra o coronavírus.
O produto da Pfizer é conhecido como um \”inibidor de protease\” e demonstrou em exames de laboratório que bloqueia o sistema de replicação do vírus.
Se funcionar, provavelmente é eficaz apenas nos estágios iniciais da infecção, pois quando a covid progride para uma doença grave, o vírus para de se replicar em grande medida e os pacientes apresentam uma resposta imunológica mais ativa.
Desde o início da pandemia se busca uma pílula simples para combater o coronavírus, mas até o momento as terapias anticovid – como os anticorpos monoclonais e o remdesivir do laboratório Gilead, com uso autorizado na UE com o nome de Veklury – são aplicadas por via intravenosa.
Vários laboratórios trabalham em antivirais orais que tentam imitar o que o medicamento Tamiflu faz na ação contra a gripe e que evitariam a evolução da doença para etapas de gravidade.
O Reino Unido, um dos países mais afetados pela pandemia, se tornou na quinta-feira o primeiro país a aprovar um comprimido anticovid, ao autorizar o uso do medicamento antiviral molnupiravir, da MSD, para tratar pacientes que sofrem de covid leve a moderada.
\”Este é um dia histórico para nosso país, porque o Reino Unido é agora o primeiro país do mundo a aprovar um antiviral contra a covid-19 que pode ser tomado em casa\”, afirmou o ministro da Saúde, Sajid Javid, em um comunicado.
\”Isto mudará a situação para os mais vulneráveis e os imunodeprimidos, que em breve poderão receber o tratamento revolucionário\”, acrescentou.
O molnupiravir foi desenvolvido inicialmente como um inibidor da influenza e do vírus sincicial respiratório (duas outras importantes infecções respiratórias agudas) por uma equipe da Universidade de Emory em Atlanta, Geórgia.
O Reino Unido anunciou em 20 de outubro um pedido para 480.000 doses de molnupiravir.
