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17 de fevereiro de 2009Mais empresas na carteira
19 de fevereiro de 2009A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) defendeu mais intervenção do setor público na economia a fim de minimizar os impactos da crise no Brasil e no resto do mundo. O economista da divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento do organismo, Alfredo Calcagno, disse que devem ser adotadas políticas expansionistas e de menor taxa de juros.
– É preciso que o Estado compense a redução prevista do investimento privado – destacou em palestra no seminário Crise Econômica Internacional, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. – Essa crise não se resolve com o livre mercado.
O diretor do Centro de Estudos de Relações Econômicas Internacionais do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), José Carlos Braga, criticou as iniciativas dos bancos centrais. De acordo com Braga, as autoridades tentam evitar a ruptura do sistema financeiro, mas não conseguem injetar crédito no sistema e nem tampouco atender às necessidade de crédito à população. O professor da Unicamp defendeu a estatização do sistema financeiro.
Já o diretor da Comércio Internacional e Integração da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), Osvaldo Kacef, alertou para a questão dos déficits públicos e da redução do comércio exterior, que limitam a implantação de políticas anticíclicas no bloco. Além disso, ressaltou que as reservas internacionais estão mais voláteis por estarem aplicadas em investimentos de curto prazo.
No entanto, para Calcagno da Unctad, a situação da economia da América Latina, aparece relativamente menos afetada pela crise mundial. Porém, destacou que o bloco será prejudicado de qualquer jeito.
– O dinamismo do comércio mundial está caindo. Os preços das matérias-primas e de produtos de exportação caíram significativamente. E as remessas dos trabalhadores que moram nos países desenvolvidos deixaram de crescer – justificou.
Calcagno discorda de que a política expansionista defendida pela Unctad possa gerar picos inflacionário futuramente. De acordo com o economista da Unctad, o risco inflacionário tem sido superdimensionado no mundo.
– Mesmo diante do momento em que parecia que existia um risco no início de 2008, a gente considerava que era mais um choque de oferta e que era pontual, pois estava vinculado ao alto preço de energia e de produtos agropecuários. Agora os preços caíram e a demanda mundial também está caindo o risco inflacionário não existe.
