Hopes for eurozone deal boost stocks
19 de outubro de 2011Brazil stocks up, eyeing euro zone deal next week
21 de outubro de 2011Nos últimos 12 meses, quatro em cada cinco brasileiros mudaram de
hábitos por causa da violência. Como resultado direto, também é cada vez
maior o número de pessoas a favor de punições maiores, incluindo pena
de morte, prisão perpétua e diminuição da maioridade penal. Em alguns
casos, defende-se até a violência policial. É o que mostra pesquisa
CNI/Ibope sobre segurança, feita em julho, com 2.002 pessoas em 141
cidades.
Mesmo concordando com o uso de penas alternativas em casos de delitos
leves, 83% dos entrevistados acredita que penas mais severas reduziriam
a criminalidade. A maioria reclama que a impunidade vem aumentando.
Mais da metade (51%) apoia totalmente a prisão perpétua, inexistente no
Brasil. Um porcentual significativo – 31% – defende a adoção da pena de
morte e outros 15% acham que pode ser justificada em alguns casos.
“Há um paradoxo nessa situação. As pessoas acreditam nas políticas
sociais, mas há uma vontade de aumentar o rigor. Acredito que tenha a
ver com a urgência de uma sociedade que está sofrendo com a violência”,
afirmou o gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da
Fonseca.
O levantamento informa, ainda, que 80% dos brasileiros mudaram seus
hábitos no último ano, por causa da violência. A maior parte dos
entrevistados pela CNI prefere não andar com dinheiro, preocupa-se mais
ao chegar ou sair de casa e do trabalho, evita sair à noite e até mesmo
deixou de circular por determinadas ruas ou bairros como medida de
segurança. O mesmo número de pessoas diz ter assistido, nos últimos 12
meses, algum ato de violência ou algum crime; 30% foi ou teve um parente
próximo vítima de um crime.
De acordo com Renato da Fonseca, a pesquisa retrata uma sociedade que
está sofrendo com a violência, mas não é violenta em si. “Fica muito
claro que as pessoas não estão podendo circular livremente pela cidade.
Claramente a violência traz impactos à vida e aos hábitos das pessoas.”
Apesar dessa visão, a pesquisa mostra que um quarto dos
entrevistados, mesmo sem ter confiança na polícia, acredita que a
violência oficial pode ser justificada pela violência dos criminosos.
Outros 25% concordam em parte com essa afirmação.
Outra contradição envolve a proibição da venda de armas, derrotada no
plebiscito de 2005: 54% dos entrevistados hoje se declararam contrários
ao porte de arma pela população.
Maioridade. O constante envolvimento de menores em
crimes tem um reflexo claro na pesquisa. Essa é uma das questões em que
há maior unanimidade nas respostas: 75% dos entrevistados defendem a
redução da maioridade para 16 anos e o mesmo número acredita que
adolescentes que cometem crimes violentos deveriam ser punidos como
adultos.
OPINIÃO
– 60% concordam com penas alternativas para crimes menos graves
– 57% acreditam que não haverá redução da criminalidade com a legalização da maconha
–
65% dos entrevistados concordam com a proibição de venda de bebidas
alcoólicas após a meia-noite para reduzir índices de violência
– 53% são favoráveis à privatização dos presídios
