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12 de fevereiro de 2014Os acionistas minoritários da OGX, do empresário Eike Batista, entraram nesta segunda-feira (10) com requerimento na Bovespa para que a empresa deixe o novo mercado. O pedido se baseia no fato da companhia não atender os requisitos de governança corporativa. “Como a OGX não atende a nenhuma das condições de governança corporativa, entendemos que o único motivo de continuar listada no novo mercado é proteger o Eike”, afirmou Aurélio Valporto, representante dos acionistas minoritários.
“Entendemos que o único motivo da Bovespa manter OGPar (ex OGX) ainda listada no Novo Mercado é proteger o Eike, para ele não fazer a recompra das ações. Isto é mais um indício de que a Bovespa está envolvida nas fraudes”, afirma Aurélio. Segundo ele, o novo mercado da Bovespa consiste numa listagem de empresas que aderem ao mais estrito e elevado compêndio de exigências de governança corporativa e se submetem à fiscalização da própria Bolsa. “Para fazer parte dessa listagem, a Bovespa exige a assinatura de um contrato entre as partes e a elaboração de diversos documentos por parte da empresa, em que são exigidas a mais absoluta transparência e probidade de controladores, membros do conselho, diretores, administradores e gerentes, tanto na transmissão de informações quanto na negociação”, afirma Aurélio.
Segundo Valporto, a Bovespa assume, perante o investidor, o compromisso de fiscalizar todas as empresas que fazem parte do novo mercado, no que tange à adoção dos máximos princípios da governança corporativa. “Isto é fator preponderante para que o investidor decida pela compra de ações da empresa, e a própria Bovespa chama a atenção para a apresentação desse mercado: A melhoria da qualidade das informações prestadas pela companhia e a ampliação dos direitos societários reduzem as incertezas no processo de avaliação e de investimento e, consequentemente, o risco, o que dá mais segurança ao investidor”, afirma Aurélio.
Aurélio afirma que, além da Bovespa alardear aos investidores que ela fiscaliza as empresas listadas no novo mercado, o próprio Eike Batista usava deste fato para vender a empresa a investidores. “Na verdade, em quase todas as entrevistas, o Sr. Eike Batista não perdia a oportunidade de dizer que as empresas pertenciam ao novo mercado e, por conta disso, tinham aderido ao mais alto grau de governança corporativa e eram auditadas, o que não ocorreu”, afirmou ele.
De acordo com Aurélio Valporto, a solicitação feita à Bovespa, tem como finalidade evitar que outros investidores sejam enganados e evitar também a completa desmoralização e preservar a imagem da Bovespa e do seu novo mercado.
