Defending the defenceless: Peru’s most wanted refuses to be silenced
21 de agosto de 2009Juiz muda decisão com base em nova lei
25 de agosto de 2009O gabinete do ministro Castro Meira, da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, é um dos que menos tem processos entre os dos magistrados que integram a Primeira Seção, colegiado especializada nas causas relativas ao Direito Público. Ainda assim, o acervo chega a 3,4 mil processos aguardando julgamento.
Aderir à política de reduzir o acervo de processos pendentes de análise, idealizada pelo presidente da Casa, ministro Cesar Asfor Rocha, foi idéia dos servidores de seu gabinete. O objetivo é, antes de tudo, verificar e indexar os processos que ainda não foram apreciados e de outros processos. Essa faxina processual, como denominou, vai dar celeridade à prestação jurisdicional, mas também deve fazer com que o número de processos baixados (aquele com trânsito em julgado, não cabendo mais recursos) não seja muito grande.
É a primeira vez que o gabinete do ministro Castro Meira participa do mutirão, visando fazer esse levantamento que, normalmente, é feito durante o expediente. Ele acredita que a produção deve atingir algo em torno de 200 processos, mas a proposta é fazer um relatório sumário de todos processos para preparar o julgamento ou, se for o caso, uma decisão, já que, explica, nem todos são levados ao colegiado.
“Eu acho que o presidente Cesar Rocha teve uma excelente idéia”, avalia o ministro sobre a iniciativa de realizar os mutirões.”Houve época em que nós detectávamos 10, 15 processos de um mesmo assunto, com as mesmas partes e advogados iguais em que os julgamentos eram praticamente os mesmos. Em face desses levantamentos, ficaram poucos casos desse tipo.”
O atraso na apreciação desses processos a serem identificados se deve ao fato de ser necessário atender a duas pautas semanais e ainda ter que examinar, prioritariamente, as questões urgentes, como as medidas cautelares (em que a parte pede que se impeça a ofensa a um direito) e as que têm prioridade determinada em lei, como é o caso dos processos de idosos e os pedidos de preferência feitos pelos advogados. “Acaba que, no dia a dia, as outras questões acabam sendo deixadas de lado”, afirma o ministro.
A seu ver, o mutirão pode ser comparado ao que faz uma dona de casa: “Ela sempre cuida limpeza da casa, de todos os afazeres domésticos, mas sempre tem algum tipo de atividade que fica para depois. Em determinado dia, ela para e faz aquela limpeza geral e mais profunda que é o que se chama uma faxina doméstica”, compara. “Aqui a faxina é processual porque buscamos identificar aqueles processos que ficam nos escaninhos, um tanto esquecidos, que podem agora vir à tona e ser julgados, dando a plena satisfação ao jurisdicionado.”
