STJ decide se vale intimação de advogado morto
23 de março de 2009Bens de Madoff
25 de março de 2009A expectativa de inflação do mercado financeiro para 2009 caiu abaixo da meta pela primeira vez, e o crescimento esperado para a economia neste ano chegou bastante próximo de zero. É o que mostra a pesquisa semanal do Banco Central, que reúne projeções de cerca de cem economistas do setor privado.
Segundo dados do BC, a inflação mediana esperada pelo mercado no IPCA em 2009 caiu de 4,52% para 4,42% em uma semana. Com isso, encontra-se abaixo da meta definida pelo governo para o ano, de 4,5%. O IPCA esperado para os próximos 12 meses recuou de 4,34% para 4,26%. A inflação projetada para 2010 manteve-se ancorada na meta, de 4,5%, pela 42ª semana seguida.
Os analistas também reduziram as projeções para o crescimento da economia, que passaram de 0,59% para 0,01% em uma semana. Para 2010, esperam alta de 3,5%. A projeção mediana é um recuo de 2% na produção industrial em 2009 e alta de 4% no próximo ano.
Na ata de sua última reunião, divulgada na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC disse que a inflação projetada pelo mercado financeiro vinha caindo lentamente, sem acompanhar o recuo da atividade econômica.
Pelos dados mais recentes, porém, a inflação esperada começou a ceder de forma generalizada. Agora, a projeção é uma variação de 3,18% no IGP-DI, abaixo dos 3,68% esperados uma semana antes. A projeção mediana para o IGP-M recuou de 3,45% para 3,18% em uma semana. A variação dos preços administrados foi revista de 4,68% para 4,6%, aproximando-se da inflação cheia esperada no IPCA, hoje de 4,42%.
A pesquisa divulgada ontem mostra que, junto com o cenário mais benigno para a inflação e a queda da atividade econômica, os analistas passaram a esperar cortes mais agressivos na taxa básica de juros. A expectativa é que, na reunião do Copom marcada para 28 e 29 de abril, os juros sejam reduzidos em um ponto percentual, dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano. A projeção mediana inclui também, nos meses seguintes, corte de mais um ponto, o que faria a Selic terminar 2009 em 9,25% ao ano.
O mercado também se tornou mais pessimista sobre a evolução do setor externo em 2009. O déficit esperado para as contas correntes foi revisto de US$ 24,5 bilhões para US$ 24,7 bilhões.
