Brazil election to offer definite contrast
11 de fevereiro de 2010Swedish royals to make state visit to Brazil
18 de fevereiro de 2010Depois de anunciar ontem oficialmente sua desistência de disputar o governo de Goiás, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizou que sua tendência é acatar pedido do presidente Lula e permanecer no cargo até o final do mandato do petista.
Assessores de Lula já dão como certa a permanência de Meirelles à frente do BC, apesar de ele, na nota divulgada ontem, ter reafirmado que sua posição definitiva será tomada apenas no final de março.
Recentemente, Lula voltou a conversar com Meirelles sobre seu futuro no governo. Voltou a insistir no pedido para que fique no comando do BC até o final do atual mandato, ressalvando que entenderia se ele tomasse outro caminho.
Na avaliação do presidente, só valeria a pena Meirelles deixar o cargo para ser vice de Dilma Rousseff na disputa pela Presidência -ele, por sinal, era o nome preferido de Lula para compor chapa com a ministra da Casa Civil.
O presidente avalia, porém, que não há mais tempo para construir essa composição política depois que o deputado Michel Temer (PMDB-SP) saiu fortalecido da última convenção peemedebista, quando ele foi reeleito para comandar o maior partido aliado do governo e consolidou seu nome para ser vice de Dilma Rousseff.
Restaria ainda a possibilidade de o presidente do BC sair candidato ao Senado por Goiás, mas essa alternativa não é bem-vista nem por ele. Meirelles já chegou a confidenciar a amigos que no plano federal pretendia somente ser vice de Dilma.
A decisão de divulgar nota ontem veio depois de Meirelles ser pressionado pelo PMDB de Goiás a definir se seria ou não candidato ao governo local.
Na quarta-feira, o prefeito de Goiânia, Iris Resende, também do PMDB, cobrou uma decisão de Meirelles para não dar espaço político aos adversários. O presidente do BC reafirmou ontem que só pretende definir seu futuro político no final de março, prazo final para se desincompatibilizar do cargo.
“Minhas responsabilidades no Banco Central e com a preservação do equilíbrio macroeconômico do país não permitem, todavia, a antecipação da decisão sobre meu futuro profissional”, afirmou Meirelles em nota divulgada por sua assessoria.
O presidente do Banco Central afirmou que entende a necessidade de construir agora uma candidatura no Estado. Por isso, diz a nota, decidiu “liberar o PMDB de Goiás de qualquer compromisso de dar prioridade” ao seu nome, para que o partido possa compor a chapa ao governo “imediatamente” e sem a sua participação, se julgar necessário.
