Climate change threatens Brazil’s agriculture
2 de outubro de 2009FMI com mais poder
7 de outubro de 2009A projeção externa ganha com a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada de 2016 serviu para que o governo brasileiro trouxesse de volta à cena internacional demandas que andavam esquecidas, como a vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Em visita oficial a Bruxelas, ao lado do premiê Hermann Van Rompuy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para reivindicar a expansão do órgão decisório da ONU, que hoje tem cinco membros permanentes com direito a veto -EUA, Rússia, França, Reino Unido e China- e dez rotativos, eleitos a cada dois anos.
“Na reunião do G20 [nos EUA], Brasil e União Europeia estiveram unidos na defesa de uma governança global representativa, mais legítima e eficaz”, discursou. “Para tanto, é necessária uma reforma profunda da ONU, com a inclusão de países em desenvolvimento como membros permanentes do conselho.” Na véspera, em entrevista, ele citara o pleito.
A expansão do conselho foi a primeira grande bandeira do governo em política externa, e é defendida também por Japão e Alemanha. Mas ante a relutância dos membros permanentes e de outros países que não querem ver rivais regionais na máxima instância da ONU, a discussão acabou se dissipando.
Lula aproveitou para reavivar outro tema moribundo, a Rodada Doha de liberalização do comércio, estancada na posição irredutível, sobretudo dos EUA, de não rever subsídios.
