Novo governo deve diminuir tributos, mas CPMF pode voltar
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5 de novembro de 2010Os líderes da União Europeia puseram em ação na última sexta-feira os planos para reformar principal tratado da UE e criar um sistema permanente para repelir crises financeiras, afirmando que um acordo com novas regras orçamentárias fortalecerá o euro.
Eles também defenderam sanções mais duras para países que não mantiverem seu déficit sob controle e disseram que os líderes vão concentrar esforços para definir essas medidas em um encontro em dezembro.
Analistas afirmaram que os planos, que têm o objetivo de aumentar a confiança na zona do euro e evitar futuros problemas financeiros, enfrentarão uma longa e potencialmente decisiva batalha para virar lei, mas aparentemente são uma vitória para a pressão alemã por maior rigor financeiro.
Em um encontro em Bruxelas, líderes das 27 nações da UE se comprometeram a criar um mecanismo permanente para substituir uma rede de ajuda de emergência de 440 bilhões de euros (US$ 611 bilhões) a países endividados da zona do euro quando essa medida expirar, em meados de 2013.
A Alemanha e a França também tiveram sucesso em superar posições iniciais contrárias à mudança no Tratado de Lisboa, mas apenas depois de muitos países terem descartado alterações de grandes proporções no acordo, que os obrigaria a realizar referendos públicos e com grande probabilidade de não funcionar.
Não houve reações imediatas nos mercados financeiros em relação aos acordos do encontro. Qualquer sinal de que a UE esteja retrocedendo afastaria investidores, já preocupados com os déficits em países como Portugal, Grécia e Irlanda.
Uma proposta alemã de suspender o direito a voto de países que não cumprissem as regras orçamentárias foi colocada em segundo plano. Mas autoridades da Alemanha comemoraram o fato de a União Europeia ter obtido um acordo sobre a mudança do tratado, o que há alguns meses parecia impossível. Fontes do bloco afirmaram que o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, reiterou suas preocupações de que as regras orçamentárias não eram rígidas o bastante.
