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13 de julho de 2011Depois de um período de “trégua” do mercado em relação às projeções para a inflação deste ano e de 2012, os economistas voltaram aos patamares de pessimismo do início do ano, e acreditam novamente que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai terminar o ano muito próximo do teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5% ao ano.
Ontem, o relatório Focus, pesquisa feita pelo Banco Central com economistas de instituições financeiras, revelou que a projeção para a inflação oficial (medida pelo IPCA) passou de 6,15%, no dia 1º de julho, para 6,30% no documento divulgado ontem. Ao mesmo tempo, o mercado acredita que, para não ultrapassar o teto da meta, o Banco Central terá de segurar os preços com uma alta de juros maior que a prevista até a última semana. A projeção para a Selic ao fim de 2011 passou de 12,50% para 12,75%, 0,5 ponto percentual a mais que a taxa atual.
“Essa elevação das expectativas é, em parte, efeito do IPCA de junho, que registrou alta de 0,15%, ficando acima do que apontava a mediana da pesquisa Focus (0,05%). Só por este efeito, já temos um acréscimo de 0,10 ponto percentual na inflação esperada para 2011. No entanto, o mercado começou a revisar para cima as projeções para julho, dado o resultado ruim de junho, a elevar a mediana deste mês de 0,16% para 0,20%”, avalia a economista e sócia da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro.
Esta alta da inflação e dos juros já influencia diretamente a qualidade das carteiras de crédito dos bancos. Segundo levantamento da Serasa Experian, divulgado ontem, a inadimplência no primeiro semestre de 2011 teve alta de 22,3% em relação à do mesmo período de 2010. O crescimento foi puxado pelo alto número de cheques sem fundos.
