São seis novas súmulas do STJ em menos de uma semana
19 de março de 2009Notícias da Justiça e do Direito desta segunda-feira
23 de março de 2009O governo federal revisou a sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano para 2%. A projeção anterior que constava no orçamento federal era de crescimento de 3,5%. A nova estimativa para o incremento da riqueza do País foi divulgada ontem, junto com os demais indicadores para a execução do Orçamento da União.
É a quarta vez que o governo revisa a sua aposta para o aumento do PIB de 2009. No ano passado, antes da piora da crise financeira internacional, a previsão era de alcançar 5% de expansão. Essa estimativa caiu para 4,5% no final de agosto, depois do impacto inicial da crise. E foi reduzido mais uma vez, quando o Ministério do Planejamento mandou a sua estimativa de aumento para o Congresso Nacional, cravando em 3,5%.
Além desses ajustes, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, tinha como meta a expansão de 4% do PIB. Meta que foi revista, na semana passada, depois da divulgação do tombo de 3,6% no PIB, no último trimestre do ano passado, quando Mantega admitiu que seria “difícil” atingir a meta de 4%, sem arriscar um novo número.
Apesar de as previsões do governo virem minguando e já estarem reduzidas para menos da metade da estimativa inicial, ainda estão longe do que o mercado espera para a economia. A última projeção da pesquisa Focus do Banco Central, com cerca de 100 agentes de mercado, estima que o incremento da economia será de apenas 0,6%.
A nova previsão do governo confirma o que a Gazeta Mercantil já havia antecipado no dia 14 deste mês, quando publicou que a equipe econômica da Fazenda revisaria a projeção do crescimento das riquezas produzidas no Brasil este ano para algo em torno de 2%. O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que divulgou as novas previsões do governo, disse que “a previsão de 2% foi contabilizada pela Secretaria de Política Econômica, que considerou esses parâmetros”.
Juros menores
Quanto aos demais parâmetros, o governo vê os preços sob controle e deve manter a taxa Selic em declínio em uma tentativa de aquecer a economia. No Orçamento da União de 2009, a previsão para taxa média do juro básico da economia foi reduzida de 13,57% para 10,85% este ano. Hoje a taxa de juros cobrados pelo governo está em 11,25% ao ano e vem recuando. Nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os diretores do banco reduziram duas vezes a taxa, cada vez em um ponto percentual, mostrando que o BC está adotando uma política econômica para enfrentar a crise econômica.
Em uma demonstração de que não teme o aumento de preços no mercado no decorrer deste ano, o governo revisou para baixo a expectativa para inflação medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de 5,8% para 4,16%. Já a estimativa para inflação oficial, mensurada pelo Índice de Preços Amplo ao Consumidor (IPCA), foi mantida em 4,5%. Esse percentual é a meta central do governo, mas o indicador pode variar 2% para mais ou para menos.
O Orçamento de 2009 ainda aponta o câmbio com uma taxa média de R$ 2,30 por dólar norte-americano, próxima do que está sendo praticada nos últimos dias no mercado.
