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20 de abril de 2010O mercado inicia as operações de hoje com a expectativa de se recuperar do tombo do último pregão, influenciado negativamente por escândalo que envolve o banco Goldman Sachs.
Na sexta-feira, os principais índices do mercado de ações norte-americano fecharam em queda acentuada, depois de a Securities & Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA) acusar o banco de fraude. Ontem, surgiu a notícia de que o banco norte-americano será investigado também na Europa. O primeiro-ministro da Grã Bretanha, Gordon Brown, anunciou que vai pedir abertura de processo contra o banco. O mesmo deve acontecer na Alemanha.
Na sexta-feira, a notícia azedou o humor dos investidores. O Dow Jones caiu 1,13%, para 11.018,66 pontos. O índice acumulou alta de 0,19% em relação à sexta-feira passada, registrando assim seu sétimo ganho semanal consecutivo. O S&P 500 caiu 1,61%, para 1.192,13 pontos, registrando queda em todos os setores que o compõem.
As ações do Goldman Sachs – empresa que faz parte do S&P 500 – caíram US$ 23,57, ou 12,79%, registrando seu maior declínio em dólares em uma única sessão. A SEC acusou o banco e um de seus executivos de omitir dos investidores informações cruciais sobre um produto financeiro ligado ao segmento de hipotecas ligadas ao crédito imobiliário de alto risco (conhecidas por subprime).
Conforme a notícia se espalhou, o mercado aumentou sua aversão aos papéis do segmento financeiro. As ações do Morgan Stanley recuaram 5,57%, enquanto as do JPMorgan perderam 4,73%.
Entre os componentes do Dow Jones, o pior desempenho foi o do Bank of America, que recuou 5,49%, também pela decepção do mercado com os resultados da companhia no primeiro trimestre.
O Bank of America saiu de prejuízo de US$ 194 milhões no quarto trimestre do ano passado para lucro de US$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Em relação ao primeiro trimestre de 2009, porém, o banco registrou queda de 25% no lucro.
As bolsas europeias fecharam com quedas também afetadas pelo Goldman Sachs. Londres perdeu 1,39%, para 5.744 pontos. Paris recuou 1,94%, para 3.987 pontos. Frankfurt caiu 1,76%, para 6.181 pontos. A notícia também afetou os papéis do setor bancário na Europa. Deutsche Bank recuou 7,3% e HSBC caiu 1,6%. Entre as poucas altas, Carrefour subiu 1,9%. A maior varejista da Europa teve alta de 5,5% em sua receita no primeiro trimestre, a 1,6 bilhão de euros.
