Oslo Suspect Cultivated Parallel Life to Disguise ‘Martyrdom Operation’
25 de julho de 2011Brazil May Cut Ethanol Output Tax to Avoid Shortage, Folha Says
27 de julho de 2011O jovem que optou pelo ensino médio aliado ao curso técnico ganha em
média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. A
diferença é ainda maior para quem escolheu a área industrial: 18,8%. Já o
setor agropecuário segue a média geral e o setor de serviços registra
uma remuneração 9,3% superior. A constatação faz parte da pesquisa da
Fundação Itaú Social com base na Pesquisa Nacional de Amostra por
Domicílios (Pnad).
“O custo do ensino médio profissionalizante é maior ante o
convencional, mas o retorno que proporciona compensa o que foi
investido”, destaca a gerente de avaliação de projetos do Grupo Itaú
Unibanco, Lígia Vasconcellos.
O responsável pela unidade de ensino médio e técnico do Centro Paula
Souza, Almério Melquíades de Araújo, observa que nas camadas mais
populares o jovem começa a trabalhar cedo e está a procura de emprego
com 18 anos. Durante essa busca, ele vai se deparar com um grande número
de vagas que exigem apenas o ensino médio. No entanto, a remuneração
será baixa. “Com uma formação técnica, é natural que ele ganhe mais e
tenha mais chance no mercado de trabalho.”
Entre as áreas mais procuradas no Centro Paula Souza, o destaque são os
cursos de gestão, ligados à administração e logística. Aparecem em
seguida informática, indústria e saúde. E a perspectiva de conseguir um
trabalho é positiva. A taxa de empregabilidade para quem fez um curso
técnico é de 75% depois de um ano.
Segundo Araújo, 70% dos alunos com idade entre 14 a 17 anos
matriculados no ensino médio estudam no período diurno. Destes, apenas
5% estão se preparando para ingressar no mercado de trabalho por meio de
um curso técnico. Para aumentar esse número, o governo do Estado lançou
este mês o programa Rede Ensino Médio Técnico, que vai oferecer a
educação técnica profissional em duas modalidades. A primeira, a
concomitante, começa em outubro. O aluno fará o ensino médio na rede
estadual e o técnico em uma instituição parceira. Já a modalidade
integral, feita em uma única unidade, começará no ano que vem. Em 2012,
serão oferecidas 100 mil vagas. A meta é atingir 450 mil estudantes até
2014.
Carência
Com um mercado de trabalho aquecido e a intensa busca por
profissionais qualificados, o ensino técnico aparece como uma forma
rápida de suprir essa demanda, na opinião de Tony Geraldo Carneiro,
gerente de gestão de pessoas do Instituto Presbiteriano Mackenzie. “O
lado negativo é que a maioria das pessoas que cursam o ensino técnico
não dá sequência ao ensino superior. No entanto, os pontos positivos,
como a redução do desemprego, facilitação do acesso ao trabalho, geração
de renda e atendimento da demanda por mão de obra, compensam o ponto
negativo.”
Para o professor Waldir Quadros, do Centro de Estudos Sindicais e
Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), o ensino médio profissionalizante
de qualidade pode se constituir na principal via de acesso ao mercado
qualificado para jovens da baixa classe média.
“Escolaridade e capacitação são fundamentais para qualquer atividade.
O curso técnico serve como direcionamento para a vida profissional do
jovem e abre portas”, diz o gerente regional do Centro de Apoio ao
Trabalhador (CAT), Nelson Miguel Júnior.
