Dilma reenvia ao Congresso, como projeto de lei, MP devolvida por Renan
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24 de março de 2015O nome do secretário municipal de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, entrou nas lista de candidatos da presidente Dilma Rousseff para o Ministério da Educação, que ficou sem comando na semana passada com a demissão de Cid Gomes. Na campanha eleitoral de 2010, Chalita foi um defensor incondicional da petista na corrida pelo Palácio do Planalto.
A eventual ida de Chalita para a chefia do MEC – pasta com o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios – seria, neste momento de crise na base aliada, um reforço à ampliação do espaço do PMDB no governo Dilma em um ministério importante.
O secretário de Educação da prefeitura paulistana é muito próximo ao vice-presidente da República, Michel Temer. No primeiro mandato de Dilma, Chalita chegou a ser cogitado para o Ministério da Educação, mas sofreu restrições do atual chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
Nas últimas semanas, o PMDB vem reagindo de forma crescente ao espaço dado ao partido pela presidente Dilma. A principal queixa da sigla é de que, embora o PMDB comande sete ministérios, apenas o da Agricultura trata de política pública do governo. As outras pastas, segundo os peemedebistas, ou são consideradas “problemáticas”, como a de Minas e Energia, ou sem espaço para ação política de governo, como Portos e Aviação Civil.
Até aqui, os principais líderes do PMDB têm dito que essa reação do partido não é pressão para conquistar mais um ministério, e sim para participar ativamente das decisões do governo.
“Estamos cansados de sermos chamados para apagar incêndios que não foram criados por nós, disse ao Blog um líder peemedebista.
