Senadores criticam taxas de juros cobradas nas dívidas agrárias
28 de abril de 2010Requerimento eleitoral pela internet termina hoje
30 de abril de 2010O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou hoje (28) a taxa básica de juros (Selic) para 9,50% ao ano, depois de nove meses em que a taxa permaneceu em 8,75%, o nível mais baixo da taxa referencial da economia da história recente.
Segundo a nota do Copom, “dando segmento ao processo de ajuste das condições monetárias ao cenário prospectivo da economia, para assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 9,50% ao ano, sem viés”. Ou seja, sem possibilidade de revisão até a próxima reunião do colegiado.
Com o retorno de pressões inflacionárias, desde o início desta ano, os analistas financeiros do setor privado, que respondem semanalmente o boletim Focus do BC, sobre tendências da economia, acreditavam que a retomada do processo de aperto monetário seria só uma questão de tempo.
Prova disso aconteceu na reunião anterior do Copom, realizada em março, quando três dos oito diretores defenderam a elevação em 0,5 ponto percentual, mas, na ocasião, a maioria votou pela manutenção da Selic em 8,75%.
Com o aumento efetuado hoje, o colegiado de diretores do BC reforça a primeira colocação do Brasil no ranking mundial de juros reais – descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Isso assegura ao Brasil o primeiro lugar também como melhor pagador de juros do mundo.
Em um cenário com aumento de 0,75 ponto percentual, a taxa básica de juros real passa dos atuais 3,7% para 4,5%. Os países com juros reais mais próximos são a Indonésia (3%), a China (2,8%) e a Austrália (2,1%). A grande maioria tem juros próximos de zero, de acordo com a consultoria UpTrend.
