Royalties: governadores se reúnem para discutir acordo
13 de março de 2013Governo quer lançar editais para 159 portos neste ano
15 de março de 2013A política de juros tem de ser administrada com “cautela” neste momento. Foi esse o recado da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira. De acordo com o documento, há pressão da inflação em vários setores. Isso faz com que a alta de preços fique resistente. E, para os diretores do Banco Central, esse pode não ser um “fenômeno temporário”, mas uma eventual acomodação da inflação num patamar mais alto. A preocupação aumenta por “incertezas remanescentes” no Brasil e na economia internacional. Tanto nas previsões do BC quanto nas do mercado, a inflação está acima da meta de 4,5% neste ano e no ano que vem.
Na semana passada, o Banco Central decidiu – por unanimidade – manter o foco na atividade econômica e não alterou os juros básicos (Selic) que estão em 7,25% ao ano. No entanto, mudou o discurso e deixou a porta aberta para voltar a subir os juros na reunião de em abril para conter a alta de preços. Essa ideia vem do fato de o comunicado e a ata do Copom terem suprimido a expressão “suficientemente prolongado”. Nos avisos anteriores, o BC dizia que a sua estratégia para controlar os preços era deixar a taxa parada por um bom tempo. Nos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 6,31%.
O BC, na ata, ainda reavaliou a projeção para o desconto na conta de luz. A projeção atual é de um recuo de aproximadamente 15% na tarifa residencial de eletricidade, ante 11% considerados na reunião do Copom de janeiro. Já a projeção de aumento de preços administrados por contrato e monitorados caiu de 3% para 2,7% para este ano.
No entanto, o BC ressalta que a inflação de serviços segue em níveis elevados e há pressões no segmento de alimentos e bebidas. Além disso, é estreita a margem de ociosidade no mercado de trabalho. No entanto, os diretores ressaltaram que informações recentes apontam para a retomada do investimento e para uma trajetória de crescimento mais alinhada com o crescimento potencial. Por isso, o Copom destaca que o cenário central contempla ritmo de atividade doméstica mais intenso neste ano.
Para o Copom, o consumo das famílias deve continuar forte. Os efeitos da estabilidade de juros, os programas de concessão de serviços públicos, os estoques em níveis ajustados e a gradual recuperação da confiança dos empresários criam perspectivas de intensificação dos investimentos. Por um lado, os diretores do BC lembram que o governo gasta para estimular a economia. Por outro lado, há o ainda frágil cenário internacional.
“Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal e no mercado de ativos são partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas”, diz o documento.
