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19 de agosto de 2013A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiu hoje (15) aguardar decisão da Justiça para dar seguimento ao processo de investigação sobre os deputados Aylton Gomes (PR) e Rôney Nemer (PMDB), acusados de envolvimento no esquema de corrupção, descoberto pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, em 2009. Já o pedido de quebra de decoro parlamentar contra o deputado Benedito Domingos (PP), também acusado de participação no esquema, será encaminhado agora para a Corregedoria da Casa.
Os três têm condenações em primeira instância por envolvimento no esquema de corrupção denunciado. Rôney Nemer e Aylton Gomes conseguiram efeito suspensivo da decisão.
O processo de Benedito Domingos será encaminhado ao corregedor da Casa, deputado Patrício (PT), que irá elaborar um parecer à Comissão de Ética. Caberá a comissão votar o parecer. Caso seja aceito o pedido de cassação do mandato, o plenário deverá tomar a decisão final.
De acordo com o presidente da Casa, deputado Wasny de Roure (PT), a Mesa Diretora se baseou na Lei da Ficha Limpa, que cita a condenação por órgão colegiado da Justiça para aplicar a inelegebilidade. “A Mesa acatou as representações contra os três parlamentares. Os casos de Rôney e Aylton terão prosseguimento tão logo haja a condenação em órgão colegiado, sem passar novamente pela Mesa. A representação contra Benedito segue direto”, disse Wasny, segundo informações publicadas no site da Câmara.
A decisão ocorreu durante mais um dia de protestos na Câmara. Os manifestantes, que estão acampados desde a madrugada de terça-feira (13), reivindicam a cassação dos mandatos dos três distritais. “Não estamos satisfeitos porque nossa principal demanda não foi totalmente atendida”, disse o estudante Luth Laporta. O movimento ainda vai decidir, em assembleia, se continuará o protesto.
A Operação Caixa de Pandora apurou esquema de compra de apoio parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal, que ficou conhecido como Mensalão do DEM (partido do governador à época). Os três deputados são acusados dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi acusado de chefiar o esquema e chegou a ser preso.
