Proposals to limit trading of fish rejected at global conference
26 de março de 2010China, Brazil to Share Satellite Data, Brazilian Official Says
31 de março de 2010O Brasil finalmente terá acesso a fundos de índices estrangeiros, como o do Standard & Poor’s 500 da Bolsa de Nova York, uma das aplicações de menor custo e de maior apelo para o pequeno investidor. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) iniciou discussões para regulamentar a negociação dessas aplicações diretamente na BM&F Bovespa.
Com esses fundos, o investidor brasileiro poderá se beneficiar de eventuais ganhos do mercado acionário estrangeiro, sem retirar dinheiro do país, como ocorre na maioria das economias maduras do mundo.
Hoje, apenas o investidor brasileiro com mais de R$ 1 milhão para aplicar tem acesso a fundos dedicados integralmente a papéis estrangeiros. Fundos de varejo já podem investir 20% em ativos no exterior.
Segundo Luciana Dias, superintendente de desenvolvimento de mercados da CVM, a ideia é permitir que o pequeno investidor de varejo aplique nesses fundos diretamente na Bolsa, como já pode fazer com os fundos de índice nacionais.
“Esse produto é interessante ao investidor de varejo. São produtos fáceis de entender, bastante transparentes e negociados em Bolsa. A CVM vê com bons olhos esses fundos”, disse.
A superintendente da CVM afirmou que as regras atuais dos fundos de índice terão de ser adaptadas para permitir as negociações de fundos com ativos estrangeiros. A expectativa é que o assunto vá para audiência pública, após o aprofundamento das discussões na CVM.
Conhecidos com ETFs (fundos negociados em Bolsa), esses fundos de índice têm gestão eletrônica e cobram taxa de administração de menos de cerca de 0,5% ao ano -no Brasil, a maioria das taxas de administração dos bancos varia de 2% a 4%, o que consome grande parte dos ganhos do investidor.
A entrada desses fundos no Brasil teve forte oposição dos bancos e de gestores de investimento. A BM&F Bovespa negocia sete ETFs nacionais.
Nos EUA e na Europa, esses fundos viraram uma febre e mudaram a forma como o pequeno investidor se relaciona com a Bolsa. Em alguns mercados, chegam a movimentar mais de 30% dos negócios diários da Bolsa.
Para Daniel Gamba, diretor-executivo para a América Latina da gestora BlackRock, há espaço no Brasil para negociação de fundos de índices estrangeiros. A BlackRock comprou, em 2009, a Barclays Capital, dona dos ishares, a maior plataforma de ETF do mundo.
“Os investidores e os bancos brasileiros ainda estão aprendendo os benefícios dos ETFs.”
Na Bolsa do México, esses fundos respondem por cerca de 40% do volume diário de negócios. O México tem 114 fundos de índices estrangeiros -incluindo o de ações brasileiras, que não existe no Brasil- e apenas 12 de índices locais.
Além dos fundos de índices estrangeiros, o BlackRock quer trazer ao Brasil fundos ETF de renda fixa e de commodities. Segundo Gamba, a gestora já procurou instituições do mercado brasileiro para criar fundos de renda fixa, com índices como o CDI.
Apesar de o brasileiro ainda não negociar ETFs “estrangeiros”, o pequeno investidor dos EUA, Europa e México conhece bastante os fundos de índices brasileiros. Desde 2005, a Bolsa de Nova York negocia o MSCI Brazil, o índice de ações emergentes do banco Morgan Stanley. O fundo se tornou um dos mais populares do mundo e chega a girar quase US$ 2 bilhões por dia -quase a metade do volume da BM&F Bovespa.
