TRF derruba liminar que obrigava Receita a atender pedidos em 120 dias
26 de setembro de 2011Rousseff Crisis Spurred by Lula Debts as Brazil Boom Diminishes
28 de setembro de 2011Em campanha salarial, os bancários decidiram entrar em greve por
tempo indeterminado a partir de hoje em todo o País. O objetivo é forçar
os representantes dos bancos a melhorar a proposta de aumento real de
salários da categoria, cuja data-base para renovação da convenção
coletiva de trabalho é 1.º de setembro.
A paralisação foi decidida em assembleias realizadas ontem à noite
por sindicatos de bancários no País, que rejeitaram a proposta de
reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)
sexta-feira. Até as 21 horas, a greve já havia sido aprovada em capitais
como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba e
Campo Grande e Estados como Mato Grosso, Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí e
Espírito Santo.
O índice de 8% representa aumento real de 0,56%, além da reposição da
inflação de 7,4% acumulada nos últimos 12 meses. “É muito abaixo da
reivindicação de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação)”, afirma
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional
dos Bancários.
O sindicalista aponta ainda que a proposta não contempla a
valorização do piso da categoria, não amplia a Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) nem traz avanços em relação às reivindicações de
emprego e melhoria das condições de trabalho.
“É uma proposta muito baixa, especialmente se comparada aos elevados
lucros alcançados pelos bancos no primeiro semestre, que chegaram a mais
de R$ 27,4 bilhões”, afirma Cordeiro.
A Fenaban considera “fora de propósito” a greve dos bancários. Em
nota, a entidade argumenta que a proposta apresentada à categoria prevê
reajuste a todos os salários, pisos salariais, benefícios e PLR em 8%.
Alega ainda que o calendário de negociações apresentado pela Contraf
está sendo cumprido e não há impedimento ao prosseguimento das
negociações. “Desde o início, a Fenaban se manteve aberta ao diálogo e
apresentou duas propostas econômicas em apenas uma semana”, diz a nota.
Para a Fenaban, qualquer atitude que dificulte o atendimento de
usuários é condenável, principalmente quando a negociação pode continuar
e evitar qualquer paralisação. Aos clientes bancários, a entidade
lembra que muitas agências funcionarão normalmente e vários outros
canais de atendimento (internet, telefone, terminais de autoatendimento e
correspondentes) permitirão a prestação de serviços. Ressalta, contudo,
que sempre é um transtorno para quem quer utilizar uma agência
específica e a encontra “bloqueada pelos piquetes ilegais dos
sindicatos”. Os bancos foram orientados a buscar todos os meios legais
para garantir o atendimento da população.
“Com a força da greve nacional, esperamos conquistar uma proposta
decente”, diz Cordeiro. “Contamos com o apoio e a compreensão dos
clientes e usuários, que sofrem com as altas taxas de juros, as tarifas
exorbitantes e as filas intermináveis pela falta de funcionários.”
