Brazilian Criticizes Wealthy Nations’ Policies
19 de abril de 2011Declarações do IR enviadas até fim do feriadão ficam abaixo da expectativa da Receita
25 de abril de 2011A primeira assembleia de acionistas da Vale depois da confirmação de
mudança na presidência da mineradora foi realizada nessa terça-feira e
recheada de questionamentos sobre o futuro da empresa e sua política
socioambiental. O quórum do evento foi tímido: reuniu cerca de 30
acionistas em uma sala de reuniões no 19º andar da sede da companhia, no
Rio de Janeiro.
Os acionistas da mineradora aprovaram a nova
composição do Conselho de Administração da companhia. A principal
mudança é a entrada do secretário-executivo do Ministério da Fazenda,
Nelson Barbosa, como conselheiro, num sinal de que o governo pretende
ampliar sua influência nas definições estratégicas da Vale – atribuição
que cabe ao colegiado. Ao todo, foram substituídos 4 dos 11
membros-titulares do conselho.
Barbosa foi indicado para uma das
quatro vagas de membros-titulares pertencentes à Previ, fundo de pensão
dos empregados do Banco do Brasil (BB) e principal acionista da Vale.
Barbosa também preside o Conselho de Administração do BB. O fundo de
pensão dos funcionários do Banco do Brasil divide o controle da gigante
da mineração com Bradespar (braço de participações do Bradesco), BNDES e
a japonesa Mitsui.
Durante a assembleia, um acionista lamentou a
saída de Agnelli (Roger Agnelli), ao falar dos bons resultados obtidos
pela companhia ao longo dos 10 anos do executivo à frente da Vale.
“Infelizmente, quem nos controla é o governo federal”, afirmou, numa
referência à presença da União no bloco de controle. Apesar das
preocupações manifestadas por acionistas minoritários, a aprovação dos
temas em pauta transcorreu sem sobressaltos. Ricardo Flores, presidente
da Previ e do conselho de administração da Vale, aproveitou o evento
para reafirmar a intenção dos acionistas controladores de não mexer no
atual planejamento estratégico da empresa.
