European Commission financial tax opposed by UK
28 de setembro de 2011BC reduz previsão do PIB e eleva a do IPCA
30 de setembro de 2011A recente alta do dólar não deve afetar o volume das vendas nos
supermercados neste Natal. Segundo o superintendente da Associação
Brasileira de Supermercados (Abras), Tiaraju Pires, a valorização da
moeda norte-americana tende a deixar os preços dos produtos importados
“menos competitivos”, embora sem grandes impactos sobre as vendas. “A
alta do dólar não vai inibir o consumo neste Natal. O dólar em um
patamar entre R$ 1,80 e R$ 1,75 mantém um certo equilíbrio (para os
preços finais)”, disse.
Pires destaca ainda que o aumento nos preços dos produtos importados
para o final deste ano nos supermercados não deve acompanhar o mesmo
porcentual de valorização do dólar. “Os consumidores e os varejistas
devem buscar a substituição de produtos cotados em dólar por outros
similares, não só entre fornecedores nacionais como também de outros
importadores. O repasse da alta do dólar vai depender da negociação de
cada varejista”.
Sem a Copa do Mundo, como aconteceu no passado, o volume das vendas
nos supermercados registrou forte desaceleração nos oito primeiros meses
do ano. Segundo levantamento da Nielsen, feito a pedido da Abras, a
quantidade de produtos comercializados entre janeiro e agosto subiu 2,5%
em relação a igual período do ano passado. Como comparação, no mesmo
intervalo de 2010, as vendas avançavam 6,8% sobre o ano imediatamente
anterior.
O impacto positivo do mundial de futebol sobre as vendas se observa
na categoria de bebidas alcoólicas, sobretudo de cervejas. Em 2010, a
comercialização de cervejas cresceu 19,5% entre janeiro e agosto,
enquanto no mesmo período deste ano avançam 4,3%. Já outras categorias
de bebidas se destacam em termos de crescimento nesse mesmo período de
2011, caso do vinho, com alta de 34,5%, do suco de fruta pronto para o
consumo (+18,6%) e da bebida à base de soja (+15,2%).
Segundo o levantamento da Nielsen, a categoria de bebidas alcoólicas
liderou o crescimento do volume das vendas entre janeiro e agosto, com
uma alta de 7,2%, seguida por perecíveis (+5,2%); pela cesta “outros”,
que inclui produtos como cigarros e filtros de papel (+3,9%); bebidas
não alcoólicas (+3,1%); higiene e beleza (+2,4%); limpeza caseira
(+1,4%); e mercearia doce (+1,2%).
A única categoria que apresentou queda foi a de mercearia salgada,
com retração de 0,6%, puxada pela diminuição no período das vendas de
óleo e azeite (-7,2%), de arroz (-5,1%) e massa alimentícia (-3,6%).
“Isso acontece pelo processo de sofisticação do consumo do brasileiro,
com o aumento da renda, que reduz as compras de produtos básicos nos
supermercados e aumenta a procura pela alimentação fora do lar”,
explicou Pires.
Por formatos, as lojas com até nove caixas puxaram o volume de vendas
nos supermercados entre janeiro e agosto comparado ao mesmo período de
2010. Segundo a pesquisa da Nielsen, as vendas em lojas com um a quatro
caixas subiram 3,8%, entre cinco e nove caixas, 2,5%, de dez a 19
cresceu 2,1% e nos supermercados com mais de 20 caixas o incremento
atingiu 1,7%.
Segundo Pires, o volume das vendas tende a se manter até o final do
ano no patamar de crescimento de 2,5%, assim como observado no acumulado
até o mês de agosto. “Mesmo com o cenário externo preocupante, o
mercado interno vai compensar, mantendo as vendas em alta”, afirmou.
Ele disse acreditar ainda que o recente aumento do nível de
endividamento do consumidor também não deve afetar as vendas deste
Natal. “Mesmo com mais dívidas, o salário continua subindo, o que não
deve comprometer o bolso do consumidor para as compras de final de ano
nos supermercados.”
A Abras reafirmou hoje a expectativa de crescimento de 4% das vendas
reais (descontada a inflação) nos supermercados este ano. De janeiro a
agosto, as vendas reais crescem 4,2% em comparação ao mesmo período do
ano passado.
