U.S., Brazil worried about European crisis
21 de setembro de 2011Dilma repudiates use of force in Arab countries
23 de setembro de 2011O Plenário da Câmara rejeitou emenda do deputado Jair Bolsonaro
(PP-RJ) que proibia a denúncia criminal ou aplicação de sanção punitiva
de qualquer tipo aos militares que se recusarem a colaborar com a
Comissão da Verdade.
Criada pelo Projeto de Lei 7376/10, do
Executivo, a Comissão Nacional da Verdade tem o objetivo de esclarecer
casos de violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988.
Os deputados também aprovaram o destaque do PPS que determina o envio de todo o acervo apurado ao Arquivo Nacional.
A criação da Comissão da
Verdade foi aprovada no final da noite desta quarta-feira, com o objetivo de examinar as violações de direitos
humanos praticadas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, data da
promulgação da atual Constituição, e “efetivar o direito à memória e à verdade
histórica e promover a reconciliação nacional”.
O projeto segue para análise do
Senado, antes de ir para a sanção presidencial.
Entre as atribuições da polêmica comissão está, por exemplo, a tarefa de
esclarecer casos de tortura ocorridos nos anos de chumbo. Ela também poderá
requisitar documentos públicos ou pedir à Justiça acesso a documentos privados,
investigar violações aos direitos humanos, com exceção dos crimes políticos, de
motivação política e eleitorais abrangidos pela Lei da Anistia, “promover a
reconstrução da história dos casos de violação de direitos humanos” e
disponibilizar meios e recursos necessários para a localização e identificação
dos restos mortais de desaparecidos políticos.
Para os críticos da criação do colegiado, em especial os militares, a
Comissão da Verdade poderia levar à divulgação de crimes cujos autores já foram
englobados na Lei da Anistia, sancionada pelo presidente João Figueiredo em
1979. Por essa interpretação, sob o argumento de “promover a reconstrução da
história”, haveria constrangimentos na divulgação do autor de um assassinato,
por exemplo, cuja punibilidade é impossível.
Pelo projeto de lei aprovado, a Comissão da Verdade também terá poderes de
requisitar informações públicas, não importando se protegidas por sigilo, e até
convocar pessoas, incluindo os militares e ex-guerrilheiros.
Prevista no
projeto, outra das polêmicas com as Forças Armadas é a que classifica como
“dever” dos militares colaborar com a comissão.
Conforme o texto, o colegiado será formado por sete integrantes definidos
pelo presidente da República. Cada um terá salário mensal de R$ 11.179,36, além
do direito a passagens e diárias no caso de viagens a trabalho.
