U.S. Stocks Advance on Fed Speculation
23 de agosto de 2011Case of Legacy pilots returns to Brazilian Civil Aviation Agency today
25 de agosto de 2011O governo brasileiro recebeu dos rebeldes do Conselho Nacional de Transição (CNT) a garantia de que os contratos com empresas brasileiras que atuam na Líbia serão honrados – mesmo diante da iminente troca de governo em Trípoli e do não reconhecimento oficial da entidade rebelde pelo Brasil. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, os contatos entre Brasília e os rebeldes têm sido feitos através do embaixador do Brasil no Egito, Cesario Melantonio, que chegou a se reunir algumas vezes com os insurgentes em Benghazi. O diplomata teria, inclusive, ouvido deles próprios a mensagem de “grande apreço” do CNT à contribuição brasileira para o desenvolvimento da Líbia.
– Os contratos serão honrados. Essa é a nossa preocupação principal e não temos por que duvidar dessa palavra – afirmou o ministro.
Lobão: crise não afeta Brasil na área de petróleo
Ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também assegurou que o Brasil não deverá ter dificuldades no setor de petróleo diante do que está ocorrendo na Líbia:
– Consumimos o que produzimos e exportamos algum petróleo. Exportamos petróleo pesado e importamos algum petróleo leve, basicamente da Nigéria. Não há nenhum problema com a Líbia.
Perguntado sobre eventuais dificuldades pelo fato de o Brasil não ter apoiado os rebeldes e poder sofrer retaliações, Lobão desconversou:
– Isso é com o ministro das Relações Exteriores.
Patriota evitou comentar a posição do Brasil sobre quem deveria assumir o comando da Líbia, reiterando que a diplomacia brasileira pretende acatar o que o Comitê de Credenciais da Assembleia Geral da ONU decidir em setembro, em Nova York.
– Por enquanto, os rebeldes representam uma região da Líbia, e é preciso um governo de união nacional, com controle sobre todo o território, que represente uma transição para uma situação mais democrática. O Brasil reconhece Estados, e não governos – disse o chanceler, em um sinal de que o reconhecimento dos rebeldes ainda pode demorar.
À espera de posição da Liga Árabe e da União Africana
Segundo ele, uma das preocupações do Brasil e de toda a comunidade internacional é a estabilização na Líbia após a mudança de governo. Patriota defendeu a reconciliação nacional e a elaboração de um cronograma de transição política.
– As Nações Unidas já se manifestaram, de forma inequívoca e consensual, nos conselhos de Segurança e de Direitos Humanos, contrária às atitudes de Kadafi e sua resposta às manifestações do povo líbio por maior liberdade e por maior democracia.
O ministro acredita que a Liga Árabe e a União Africana divulgarão sua posição até o fim desta semana e destacou ainda que a opinião dos países dessas regiões é legítima e importante. Ele tem conversado com representantes do mundo árabe, da África e dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que ingressou no início do, a convite dos chineses).
– Obviamente, há nosso apoio ao povo líbio e às suas aspirações. Já houve derramamento de sangue em uma escala absolutamente condenável, inaceitável e desnecessária; de modo que o que desejamos é um futuro de paz, reconciliação e progresso para a Líbia.
