The rise in financial crime in America
29 de julho de 2009Alcoa Razes Rain Forest in Court Case Led by Brazil Prosecutors
31 de julho de 2009O Brasil conta atualmente com 372 fundos fechados de previdência complementar, que operam 1.037 planos de benefício, destinados sobretudo a fornecer uma renda complementar na aposentadoria dos participantes ou pensão adicional às suas famílias no caso de morte. Essas entidades administram R$ 442 bilhões de ativos totais, o equivalente a R$ 17% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Extraídos do relatório da Secretária de Previdência Complementar do ano passado, os dados constam do relatório em que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) examina projeto em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que prevê a criação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
A autarquia fará a fiscalização das entidades que operam os fundos fechados de pensão – aqueles em que existe vínculo de natureza empresarial, associativa, profissional ou social entre os participantes, não sendo acessível ao público geral. De iniciativa do governo, o projeto (PLC 139/09) também cria órgão superior de regulação do sistema de previdência complementar, além de uma câmara que funcionará como instância recursal e de julgamento das decisões da diretoria colegiada da Previc.
Crescimento acelerado
O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em junho e começou sua tramitação no Senado pela CAE, onde deve ser votado assim que forem reiniciados os trabalhos depois do recesso parlamentar. Na análise, Jucá observa que o sistema de previdência complementar brasileiro evoluiu rapidamente desde a regulamentação da atividade no país, há 32 anos. Hoje, assinalou o senador, o país já conta com o oitavo maior sistema do mundo, em termos absolutos.
– A necessidade de ação regulatória e fiscalizadora sobre o setor, por parte do Estado, é fato reconhecido pela dimensão, evolução e complexidade do sistema – salienta.
A retomada do crescimento econômico amplia as perspectiva de crescimento ainda maior do setor, com o surgimento de novas empresas e associações interessadas em criar planos de previdência complementar, como destaca Jucá. Tudo isso, a seu ver, reforça a importância do projeto que cria a Previc – o senador recomenda a aprovação da proposta sem qualquer modificação ao texto substitutivo que veio da Câmara.
O senador afirma que o setor não pode avançar sem regras prudenciais eficazes para orientar as aplicações dos recursos geridos pelos fundos de pensão ou equacionar possíveis déficits. Porém, observa que isso não basta, pois o Estado também necessita de condições estruturais para exercer suas funções reguladoras e de fiscalização, em termos institucionais e de pessoal. Segundo ele, com os aprimoramentos feitos pela Câmara dos Deputados, o projeto é uma resposta adequada para essas questões.
