IMF-euro conditions not what they seem
24 de abril de 2012Novas reduções da taxa de juros devem ser feitas “com parcimônia”, diz ata do Copom
26 de abril de 2012A novidade neste ano é que o governo prevê vacinar também 500 mil detentos do sistema prisional. “São pessoas que têm contato permanente com a comunidade. Como vivem confinados, transmitem a doença com muita velocidade. Vamos bloquear uma importante cadeia de transmissão, além de proteger essa população”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
As doses serão distribuídas de forma simultânea em todos os estados e no Distrito Federal. Durante a campanha, estarão disponíveis 65 mil postos de vacinação, além dos centros de saúde. Estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros façam parte do público-alvo da campanha, mas a meta é imunizar 80% dele, o que corresponde a 24,1 milhões de pessoas.
A vacina protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério Sul, entre eles o da influenza A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). O secretário de Vigilância em Saúde Jarbas Barbosa informou, durante o anúncio da campanha, que “a vacina se destina a proteger os públicos mais vulneráveis, para evitar a forma mais grave e os óbitos”. De acordo com o secretário, a vacina deve ser tomada anualmente, porque sua proteção é limitada. “A vacina pode mudar a cada ano. É importante que ela seja administrada nesta época, para que seu pico de proteção coincida com o pico de transmissão, que acontece entre julho e agosto”, disse ele.
Investimento e abrangência
O Ministério da Saúde investiu R$ 260,3 milhões na aquisição de 31,1 milhões de doses da vacina. Foram repassados também R$ 24,7 milhões, do Fundo Nacional de Saúde, aos fundos estaduais e municipais. Estes recursos serão usados para custear a infraestrutura das campanhas, a aquisição de seringas e agulhas, o deslocamento das equipes e o material informativo distribuído. Cerca de 240 mil profissionais do SUS e 27 mil veículos estarão envolvidos na ação.
Em 2011, foram vacinados 25.134 milhões de pessoas, o que corresponde a 84% do público prioritário, que era de 29.918 milhões. Foi constatada uma redução de 64% nos óbitos por A H1N1, em relação a 2010. O ministro Padilha enfatizou que duas medidas foram fundamentais para o bom resultado: “A ampliação do público-alvo da campanha e o maior acesso ao medicamento possibilitaram a redução, cada vez maior, dos casos graves e dos óbitos pelo vírus da gripe”.
“No Brasil, há uma boa participação histórica da população em campanhas de vacinação. As pessoas percebem a vacina como algo que vai trazer melhora para a sua vida”, acrescentou o secretário Jarbas Barbosa.
“A campanha de vacinação brasileira cobre todos os grupos que a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde, da Organização Mundial da Saúde] recomenda. O Brasil desenvolve a maior campanha pública e gratuita da América, e isso é um mérito”, disse Joaquim Molina, representante da Opas/OMS no Brasil.
