Cidade dos EUA emite em madeira sua própria moeda por causa da pandemia
13 de julho de 2020Bolsonaro diz que vai torcer por reeleição de Donald Trump
17 de julho de 2020O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ligou, nesta segunda-feira (13/7), para o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e para o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, com a finalidade de apagar o incêndio que teve início com declarações do ministro Gilmar Mendes a respeito do Exército Brasileiro.
No sábado à noite (11/7), Mendes disse que o Exército se \”associa\” a um \”genocídio\”, fazendo referência ao fato de integrantes das Forças Armadas comandarem o Ministério da Saúde, em meio à pandemia do novo coronavírus, que avança no país e matou já mais de 70 mil pessoas. Toffoli atua nos bastidores para tentar conter a escalada da crise.
No telefonema a Fernando Azevedo, Toffoli ressaltou que a visão do ministro Gilmar Mendes não representa o pensamento do STF, que atua, com os demais poderes, para amenizar os impactos da pandemia de covid-19.
A iniciativa de Toffoli foi bem recebida no Executivo. No entanto, interlocutores do governo e dos militares ainda esperam um pedido de desculpas e não desistiram de acionar o procurador-geral da República, Augusto Aras. Nesta segunda-feira, Azevedo falou da intenção de enviar uma representação à PGR contra Gilmar Mendes.
Nos bastidores, Mendes tem demonstrado que está tranquilo quanto à legalidade das declarações, embora saiba que são polêmicas. Após a fala do ministro, houve várias reações da ala militar, todas com o aval do presidente Jair Bolsonaro.
Além de Azevedo, manifestaram-se o vice-presidente Hamilton Mourão, para quem Mendes \”forçou a barra\” ao falar em associação a genocídio, e o ministro Augusto Heleno, que considerou o episódio uma \”injusta agressão\”.
