US lawmakers approve financial overhaul
25 de junho de 2010Fitch upgrades Brazil’s rating outlook to positive
29 de junho de 2010A taxa global sobre instituições financeiras ficou fora do comunicado da cúpula do G-20, para alívio de países como Brasil, Japão e Canadá, que se opunham firmemente à proposta. A Europa defendia a adoção de uma taxa global sobre transações financeiras ou uma tarifa sobre ativos arriscados dos bancos.
No comunicado, foi citado apenas que “concordamos que o setor financeiro deve fazer uma contribuição justa e substantiva para pagar quaisquer custos de intervenções do governo para sanear o sistema.” Mais adiante, o comunicado diz que “alguns países perseguem uma taxa financeira, outros buscam abordagens diferentes”. O governo brasileiro comemorou a linguagem vaga. O Brasil entende que seus bancos já são menos expostos a riscos. “Nosso sistema já é mais seguro”, disse um funcionário brasileiro. Além disso, o governo não queria reduzir a competitividade dos bancos brasileiros com mais uma taxa. “Nós já temos muito mais regulações que outros bancos, maior exigência de capital, compulsório”, disse.
A ausência da taxa global sobre bancos no comunicado do G-20 deve limitar as iniciativas nacionais de países europeus. Alemanha, França e Grã-Bretanha anunciaram na terça-feira que vão criar uma taxa sobre os bancos, que será calculada a partir da exposição, no balanço, a ativos arriscados.
O objetivo é desestimular os bancos a assumirem riscos exagerados e, ao mesmo tempo, criar um fundo cujos recursos possam ser usados em crises futuras. Agora, essas taxas terão de ser mais modestas, do contrário há o risco de as atividades bancárias dos países migrarem para nações onde não há o imposto.
O G-20 também se comprometeu em formatar uma proposta de reforma financeira até a cúpula da Coreia do Sul, em novembro. Mas, o comunicado adia a adoção de reservas de capital mais rígidas para bancos, previstas no acordo de Basileia III. Antes, o prazo para se aumentarem as reservas de capital era 2012. Agora, a linguagem ficou mais vaga e esse período de transição pode ser estendido. O prazo vai permitir diferentes velocidades para cada país adaptar suas regras prudenciais.
Japão, Alemanha e França fizeram grande pressão para adiar Basileia III, temendo que a exigência maior de capital iria reduzir a capacidade dos bancos de fazer empréstimos e prejudicar a recuperação econômica.
Liberalização do comércio é adiada
O G-20 não chegou a um consenso em relação às negociações da Rodada Doha. “O único ponto em que não houve avanço foi no comércio, sobre a Rodada Doha”, afirmou o ministro Guido Mantega. O presidente Barack Obama fez a proposta de avançar não só na liberalização do comércio, mas também dos serviços. O próximo encontro do G-20 está marcado para novembro, em Seul, na Coreia do Sul. “O presidente Obama disse explicitamente que há resistência política para a aprovação”, disse Mantega.
