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24 de outubro de 2013O governador Tarso Genro sugeriu ontem que o PDT entregue seus cargos na administração estadual “o mais rápido possível”, se a decisão do partido for mesmo pela candidatura própria ao governo do estado em 2014.
As declarações foram dadas na segunda-feira durante entrevista à rádio Guaíba e confirmadas ontem pela assessoria do governador. Em 2010, o PDT apoiou o PMDB na disputa pelo governo, mas acabou aceitando o convite de Tarso, depois de eleito, para integrar o secretariado.
Os trabalhistas ocupam três secretarias no governo gaúcho e detêm cerca de 150 cargos em comissão. A mais importante delas é a pasta da Saúde. A bancada do partido na Assembleia também vota com o governo. Há um mês, Tarso ofereceu ao PDT a secretaria de Infraestrutura – a mais poderosa do estado – depois da saída do PSB. O partido, entretanto, rejeitou a oferta, numa indicação clara de que não apoiará a reeleição de Tarso.
O governador declarou que espera a devolução de todos os cargos ocupados por trabalhistas no governo, “inclusive os que não são ligados à estrutura da administração direta”. Segundo Tarso, a ideia é reformular o secretariado antes do final do ano para que em janeiro de 2014 a nova equipe esteja completa para o último ano de administração, caso ele não seja reeleito.
– Todas as modificações (de secretariado) feitas daqui para a frente serão definitivas, com pessoas da minha estrita confiança e responsabilidade. Os partidos aliados serão consultados, mas a decisão será minha – disse o governador.
Tarso também criticou a escolha do comunicador Lasier Martins para ser candidato ao Senado pelo PDT. Além de indicar uma decisão em direção à candidatura própria ao governo estadual, o comunicador “não tem a mínima identidade com aquilo que representamos no governo”. Segundo o governador, seria muito difícil que o candidato ao Senado “tivesse o nome acolhido em nossa chapa” no caso de uma aliança.
O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, se disse surpreso com as declarações porque o governador já foi informado da agenda do partido no estado.
– Ele já sabe que nossa convenção será no dia 7 de dezembro. E sabe que antes disso não vamos tomar nenhuma decisão sobre permanecer ou sair (do governo). Agora, se ele quiser (os cargos) é só pedir. Não temos nenhum apego a cargos ou posições – disse.
O dirigente confirmou que a tendência da convenção é optar pela candidatura própria em 2014, com a indicação do deputado federal Vieira da Cunha para a disputa. Mas descartou entregar os cargos por conta própria antes de uma decisão oficial.
Bolzan também ironizou as declarações de Tarso sobre o candidato ao Senado. Segundo o dirigente trabalhista, o governador deu um “sinal claro” de que a escolha tem repercussão e que o nome do partido “é competitivo”.
– Só isso justificaria a agressividade do governador em relação a uma escolha interna do PDT – afirmou.
