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30 de junho de 2009A semana terá uma série de indicadores econômicos relevantes para os analistas avaliarem, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Emprego, inflação e números da indústria estão entre os destaques.
O dia mais agitado da semana promete ser a quinta-feira. No Brasil, haverá a divulgação da produção industrial de maio pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos Estados Unidos vão ser apresentados os dados sobre o mercado de trabalho e sobre o desempenho na indústria.
“Esperamos para a semana a manutenção da alta volatilidade, já que a agenda do período está carregada”, afirma Ricardo Tadeu Martins, da corretora Planner. “Um dos destaques serão os dados de emprego nos EUA, que devem fazer a diferença para os negócios.”
A agenda de eventos econômicos da semana começa com dois importantes indicadores: o índice de atividade medido pelo Fed (banco central dos Estados Unidos) regional de Chicago e o índice do setor manufatureiro do Fed de Richmond, que saem hoje. Para amanhã, está prevista mais uma bateria de indicadores, com destaque para os índices de confiança do consumidor e de preços de imóveis nos Estados Unidos.
A quarta-feira será ainda mais carregada, com números dos gastos em construção, vendas de veículos e de imóveis usados. Além disso, haverá duas importantes pesquisas: a da consultoria ADP sobre o mercado de trabalho e a do instituto ISM, que mede o desempenho da indústria americana.
Com esses diversos dados sobre a maior economia do mundo, analistas e investidores terão um painel sobre como andam os Estados Unidos.
Na semana passada, a divulgação do resultado final do PIB (Produto Interno Bruto) norte–americano no primeiro trimestre, que sofreu retração de 5,5%, foi recebida com alívio. Isso porque o principal dado econômico ficou um pouco menos negativo que o esperado.
Para a taxa de desemprego norte-americana, a ser conhecida na quinta-feira, os analistas trabalham com uma nova alta. De 9,4% em maio, o mercado conta com taxa de desemprego de 9,6% neste mês.
A taxa de desemprego na zona do euro também será conhecida na quinta-feira.
Além disso, na quinta-feira o BCE (Banco Central Europeu) vai se reunir para definir como fica a taxa de juros da região.
No Brasil, os destaques da semana ficam com os índices de inflação e da indústria.
Hoje vai ser conhecido o resultado do IGP-M deste mês. Medido pela FGV, esse índice de inflação é o primeiro a ser apresentado com o resultado final do mês. A expectativa do mercado é que o indicador registre deflação (de 0,10%) para este mês.
Na sexta-feira será a vez de a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), apresentar o resultado do IPC (Índice de Preços ao Consumidor). Para essa apuração da inflação é esperada alta de 0,16%.
Além da inflação, os investidores irão conhecer nos próximos dias números relevantes sobre a indústria brasileira.
Amanhã a Fiesp apresentará dois diferentes indicadores industriais referentes a maio. Na sexta-feira, é a vez de o IBGE divulgar a produção industrial de maio, para a qual o mercado projeta leve alta de 0,6%.
Se os dados de inflação ficarem dentro do esperado, vão reforçar as expectativas de um novo corte na taxa básica de juros (a Selic), que está em 9,25% anuais, no próximo encontro do Copom que acontece nos dias 21 e 22 de julho.
