Awash in money and piles of debt
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De olho nos eleitores da extrema-direita, o presidente e candidato à reeleição francesa, Nicolas Sarkozy, fez novas propostas anti-imigração nesta terça-feira. Em entrevista à TV France 2, o conservador disse que a França não pode “continuar recebendo tantos estrangeiros”, sugerindo cortar pela metade o número de imigrantes que chega por ano ao país. Sarkozy ainda propôs a aplicação de um “teste de francês para todas as pessoas que queiram viver na França” para provar a capacidade do estrangeiros de se integrar a nova cultura.
No primeiro turno, realizado domingo, Sarkozy ficou em segundo lugar com 27,18% dos votos, atrás do socialista François Hollande, com 28,63%. A surpresa das eleições ficou com a candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen, que conseguiu quase 20% dos votos e deve ter papel decisivo na segunda etapa da votação. Apesar de estar claramente em busca dos votos da rival, Sarkozy negou nesta quinta-feira que Marine vai ser o “árbitro” do próximo turno, marcados para o dia 6 de maio.
— Ninguém pensa que Marine Le Pen pode governar a França — disse o conservador, explicando que o voto na Frente Nacional foi um “voto de crise”. — Ela não é dona desses votos.
Para Sarkozy, o crescimento da extrema-direita na França é “uma forma de dizer aos outros líderes: ‘tomem conta da nossa situação’”, é uma consequência de “quatro anos de crise fenomenal”. O candidato da UMP voltou a comparar o cenário francês com o de outros países da União Europeia, mais afetados pela crise, em especial com a situação da Espanha — que amarga hoje mais de 20% de desemprego.
Questionado sobre as pesquisas, que o colocam em segundo lugar na disputa de maio, Sarkozy disse acreditar na vitória e lembrou que sondagens também apontavam para uma alta abstenção, o que acabou não se tornando realizada nas urnas.
— Temos que lutar — disse o presidente.
