Serra waits, a bit too patiently, for the presidency
5 de fevereiro de 2010Venezuela declares emergency amid energy crisis
9 de fevereiro de 2010Autoridades europeias tentaram na sexta-feira assegurar aos mercados a estabilidade do bloco de 16 nações que adotam o euro, enquanto investidores venderem ativos lastreados na moeda pelo segundo dia seguido, após Portugal aprovar lei que deve elevar seu já alto deficit. A cotação do euro despencou para US$ 1,36 e também caiu ante outras moedas consideradas seguras, como o franco suíço.
Ewald Nowotny, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), tentou interromper uma forte queda do euro, que atingiu o menor nível desde maio de 2009 contra o dólar, e classificou como “absurdos” rumores sobre uma quebra na região. Em visita à Índia, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, prometeu a criação de um austero programa de “aplicação de credibilidade”, com o objetivo de reduzir o deficit do país e deixá-lo sob controle.
Mas preocupações com Portugal se intensificaram após o Parlamento do país, liderado pela oposição, ter derrotado o governo socialista e aprovado um pacote direcionado às finanças locais que pode complicar a resolução dos problemas de deficit. Grécia, Portugal e outros membros do bloco com déficits inchados, como a Espanha, enfrentam intensa pressão para consertar suas finanças públicas e acalmar os mercados receosos com os riscos de um calote.
Na mais profunda crise em 11 anos de história da zona do euro, analistas não descartam mais a possibilidade de que os membros menores, como a Grécia, possam ser excluídos do grupo, embora a maioria acredite que a união monetária sobreviverá. “O mercado está observando de perto a capacidade de cada país de pagar suas dívidas”, disse Erkki Liikanen, que ocupa uma cadeira no conselho do BCE junto a Nowotny. “Se a fé acabar, as taxas subirão significativamente.”
O movimento para baixo do euro forçou o Banco Nacional Suíço (SNB, na sigla em inglês, a autoridade monetária do país) a tomar medidas incomuns para intervir no mercado. O custo do seguro das dívidas públicas de Grécia, Portugal e Espanha contra um calote subiu a níveis recorde na sessão, e os prêmios pagos a investidores para a compra de títulos dos governos da zona do euro em relação aos bônus alemães tiveram forte alta pela manhã, antes de recuarem.
Num sinal positivo para o bloco, investidores afirmaram que a reviravolta do mercado está ligada principalmente a ação de especuladores de curto prazo e não reflete uma ponderação nos fundamentos dos ativos lastreados em euro. Dados de fluxo de fundos mostraram uma entrada de recursos nos fundos de ações europeus na semana até 3 de fevereiro. “Não vemos quaisquer mudanças de fundamento. É pura especulação”, afirmou Patrick Smith, gerente sênior de investimentos do Santander Asset Management.
Mas a aprovação da lei financeira em Portugal pode intensificar preocupações nos mercados sobre a capacidade dos governos da zona do euro de tomar difíceis decisões para assegurar os investidores a respeito da integridade do bloco.
