Investors Brace as Europe Crisis Flares Up Again
12 de setembro de 2011Brazil real slips 1.16 pct to 1.7315 to the dollar
14 de setembro de 2011A participação da indústria manufatureira do Brasil em relação ao
Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 15,8% em 2010, segundo estudo
realizado pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex),
patrocinado pelo Instituto Latino-Americano de Ferro e Aço (Ilasa), e
divulgado ontem pelo Instituto Aço Brasil (IABr). Em 2004 esse
percentual era de 19,2%. O levantamento foi realizado em todos os países
da América Latina. Brasil e Colômbia tiveram os piores resultados.
“Essa
é uma realidade, que passa pela perda da competitividade, por diversos
fatores, como câmbio, guerra comercial com a China e outras assimetrias
comerciais”, afirmou o presidente do Conselho do IABr, André Gerdau
Johannpeter. O levantamento mostrou, ainda, que nos últimos três anos, a
participação dos manufaturados na pauta de exportações do Brasil caiu
para 39% no ano passado, ante uma fatia de 55% em 2005. De acordo com o
estudo, parte dessa assimetria é explicada pelo “comércio bilateral dos
países latino-americanos com a China”.
Segundo a pesquisa, 62,7%
das exportações da China ao Brasil no ano passado foram de produtos do
setor metalmecânico. “Existem áreas em que o País pode trabalhar, como
questões tributárias e preço de energia. Além disso há a competição
desleal, e é isso o que nos preocupa”, disse Johannpeter.
O
presidente-executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, reafirmou que
uma das preocupações do setor hoje é com relação às importações
indiretas do aço, que ocorrem por meio das compras externas de produtos
com aço contido, por exemplo, de veículos, autopeças e máquinas.
“Historicamente, tínhamos uma posição superavitária. Agora temos
estimativa de um déficit de 1,9 milhão de toneladas neste ano”, disse.
Para
2011, a entidade projeta uma exportação indireta de aço de 2,779
milhões de toneladas e uma importação indireta de 4,678 milhões de
toneladas de aço, o que levará a um déficit de 1,899 milhão de
toneladas. “Nosso mercado interno precisa ser conservado. Estamos
tentando trabalhar com o governo para procurar medidas de defesa
comercial para reverter esse quadro.” O executivo disse ainda que as
reuniões que o setor está travando com o governo federal estão sendo
produtivas e que o governo se mostrou “receptivo aos anseios da
indústria do aço”. Mello Lopes lembrou que outro fator que impulsiona a
entrada de importados no Brasil é a guerra fiscal diante dos estados
promovendo benefícios fiscais na entrada dos produtos nos portos.
O
presidente do Conselho do IABr disse que já é visualizado em alguns
clientes na indústria automotiva, principalmente aquelas que têm a
matriz fora do Brasil, uma dificuldade de aprovação de investimentos
para o aumento de produção local, por conta da falta de competitividade
do País.
