Gondola in Complexo do Alemão Favelas
13 de julho de 2011Produtos brasileiros e argentinos demoram nas alfândegas, dizem fontes
15 de julho de 2011O governo Dilma Rousseff precisa de uma marca social forte para usar
como escudo nas crises políticas. Além disso, depois de redigir uma
carta com elogios ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB),
Dilma deve se aproximar do PT e investir em uma agenda mais “popular”,
levando petistas a tiracolo em suas viagens.
A avaliação foi feita na terça-feira por senadores que participaram
de jantar, na casa de Marta Suplicy (SP), com as ministras Gleisi
Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
Nas conversas, parlamentares observaram que o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva fazia o marketing de seu governo sozinho e
enfrentava as crises “no gogó”. Dilma, no entanto, precisa melhorar a
comunicação das ações palacianas, no diagnóstico de seus companheiros.
Ofuscado. “O lançamento do Brasil sem Miséria, por
exemplo, foi ofuscado pela crise que envolveu o então ministro da Casa
Civil, Antonio Palocci”, disse o senador Delcídio Amaral (PT-MS). “O
programa é excelente, mas ficou apagado e necessita mais divulgação”,
completou Wellington Dias (PT-PI).
Prometido na campanha eleitoral, o Brasil sem Miséria foi anunciado
por Dilma às vésperas da queda de Palocci, no mês passado. Tem o
objetivo de retirar 16,2 milhões de pessoas da situação de pobreza
extrema, mas sua divulgação nem de longe se compara ao Bolsa Família.
Delcídio sugeriu, ainda, que a presidente apareça como a “comandante”
das obras da Copa do Mundo. “Uma das bandeiras desse governo tem de ser
a Copa. São obras em aeroportos, estádios, e isso tem um simbolismo
grande”, insistiu o senador.
Apesar da turbulência política, a troca de comando na articulação do
Planalto foi elogiada pelos senadores. Para os parlamentares, o trio
formado por Ideli, Gleisi e Gilberto Carvalho, ministro da
Secretaria-Geral da Presidência, está funcionando bem. Os petistas
acham, porém, que Dilma precisa se reunir mais com a cúpula do partido.
