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28 de março de 2014O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), rebateu nesta quarta-feira a declaração do governador Tarso Genro (PT) de que aceitar a Copa “foi uma roubada”. Fortunati disse que a realização do mundial no Rio Grande do Sul “foi um acerto”. Mas admitiu que o problema é que se acaba pagando a conta do que aconteceu em outros Estados.
— Como podemos fechar os olhos diante da construção de estádios novos em Manaus e em Natal que, certamente, ficarão como elefantes brancos depois da Copa? Nós estamos pagando o preço — avaliou.
Na avaliação do chefe do Executivo municipal, as isenções concedidas pelo poder público para viabilizar o evento na Capital — na ordem de R$ 125 milhões — são “migalhas” perto do que foi aplicado em outras cidades-sedes, como Brasília, onde R$ 1,5 bilhão foram gastos na reforma do estádio Mané Garrincha.
Para o prefeito, a Copa acabou sendo “uma grande oportunidade”, que abriu caminho para investimento de R$ 880 milhões em mobilidade urbana, aquecendo a economia e gerando empregos.
— Sem a Copa, esses investimentos não viriam. Somos a cidade que mais vendeu ingressos e a terceira cidade que mais vai receber turistas — destacou.
De um cronograma inicial de 14 obras, apenas as do entorno do Beira-Rio ficarão prontas até a Copa, informou o prefeito. De acordo com ele, as causas do atraso, que não prejudica a realização do evento esportivo, passam por entraves na liberação de verbas pelo governo federal, fornecimento de areia, entre outros.
— A vida real impõe dificuldades que ultrapassam a boa vontade da prefeitura — disse.
Quanto às estruturas temporárias (a Assembleia Legislativa aprovou ontem o projeto de isenção de R$ 25 milhões para empresas que investirem nestas estruturas), o prefeito afirmou que a montagem deve ultrapassar em alguns dias o prazo estabelecido pela FIFA, que é 21 de maio. Fortunati explicou que prefeitura e governo do Estado deverão arcar com os R$ 5 milhões de diferença entre o orçamento inicial das estruturas temporárias e o valor de isenção aprovado pelos deputados. A ideia é que equipamentos como geradores e detectores de metais, necessários para Estado e município, sejam locados e emprestados para a Copa.
