Demand for financing leads global economic recovery toward ‘wall of debt’
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19 de julho de 2010Com 60 votos a 39, projeto de lei passa no Senado e deve ir logo para sanção
O Senado dos Estados Unidos aprovou ontem a maior reforma de Wall Street desde a Grande Depressão de 1930, dando ao presidente Barack Obama uma importante vitória política.
A nova lei deve ter reflexos na economia mundial, também abalada pela crise.
A reforma altera desde a dinâmica dos negócios com cartões de débito até as negociações com derivativos e deve afetar principalmente grandes bancos, como o JPMorgan Chase, o Goldman Sachs e o Bank of America.
A aprovação ocorreu praticamente de acordo com a distribuição partidária na Câmara Alta, com um resultado de 60 votos a favor e 39 contra. O projeto de lei de 2.300 páginas será enviado ao gabinete de Obama para uma promulgação que deve ocorrer rapidamente.
O texto definitivo da lei Dodd-Frank – nome de seus principais autores, o senador Chris Dodd e o deputado Barney Frank – foi concebido para tentar impedir uma nova crise como a desencadeada em setembro de 2008 com a quebra do Lehman Brothers, que jogou a economia dos Estados Unidos no abismo.
Apenas três republicanos uniram-se aos 55 democratas e dois independentes para aprovar a medida, enquanto um democrata se opôs. Trata-se da segunda e histórica lei que o governo de Obama consegue aprovar depois que a reforma do sistema de saúde passou pelo Congresso em março.
O texto visa a ampliar o controle dos reguladores sobre os pontos das finanças que escapam de seus domínios: prevê a criação de um órgão de proteção aos consumidores de produtos financeiros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e impede o resgate de grandes instituições às custas dos contribuintes.
Mais info sobre o Dodd-Frank Act – http://www.dodd-frank-act.us/
